Portugal, Cabo Verde e Angola recebem financiamento para ensino e formação profissional

A Comissão Europeia atribuiu 8,5 milhões de euros para projetos-piloto, com África e com os Balcãs, nos quais Portugal está incluído.

A Comissão Europeia anunciou esta segunda-feira que apoiou, com o financiamento de 8,5 milhões de euros, dois projetos-piloto com a África e os Balcãs no domínio do ensino e da formação profissional (VET – Vocational Education and Training). Os projetos deverão começar as atividades ainda em janeiro de 2020 e envolvem Portugal, Angola e Cabo Verde.

A Aliança de Apoio à Mobilidade Africana (SAAM – Supporting Alliance for African Mobility), liderada pelo centro formativo espanhol SanViator, recebeu 4 milhões de euros para coordenar 32 organizações em Portugal e noutros sete Estados-membros (Bélgica, França, Alemanha, Grécia, Itália, Malta e Espanha), bem como em Cabo Verde e mais 12 países africanos (Angola, Benim, Eritreia, Camarões, Costa do Marfim, Quénia, Libéria, Malawi, Nigéria, Senegal, Sudão e Tunísia).

Segundo a informação divulgada hoje pela Comissão Europeia, a SAAM pretende “apoiar a mobilidade dos professores de VET” em várias disciplinas, de forma a desenvolver novos currículos, metodologias, tecnologias e sistemas de gestão.

Já a aliança Overstep, encabeçada pela organização italiana Glocal Srl Battipaglia, arrecadou 2,5 milhões de euros para melhorar a formação os docentes e o conhecimento pedagógico. O projeto em causa envolve a Itália, França e Espanha e uma dezena de países africanos (Benim, Cabo Verde, Camarões, Gabão, Quénia, Mali, Nigéria, Senegal, África do Sul e Tunísia).

Os restantes 2 milhões destinam-se ao projeto Intervet (Balcãs).

“A África e os Balcãs Ocidentais são uma prioridade política e estratégica para a União Europeia. Portanto, precisamos de garantir a utilização total de todos os nossos instrumentos existentes e oferecer oportunidades reais aos nossos parceiros”, assegurou a comissária europeia pela Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude. Para Mariya Gabriel, Bruxelas deve garantir que se “vincula a educação e a formação vocacionais às necessidades dos seus mercados de trabalho, especificamente em setores com alto potencial de criação de empregos, como a indústria e a agricultura”.

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