Portugal com 6.º preço de gasolina mais caro da UE no primeiro trimestre

A carga fiscal aplicada em Portugal (63%) justificou integralmente a menor competitividade dos preços, tendo praticado um valor superior à média registada na UE (60%), em Espanha (55%), na Alemanha (61%) e na Bélgica (62%).

Portugal vendeu gasolina 95 simples ao preço médio de 1,50 euros/litro no primeiro trimestre, o sexto valor mais caro entre os Estados-membros da União Europeia (UE), divulgou esta quinta-feira a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

“Portugal situa-se na sexta posição dos países que vendem gasolina 95 simples mais cara na UE-27, sendo que o preço praticado corresponde a uma diferença de 55 cêntimos/litro e 17 cêntimos/litro face ao país com os preços mais baratos e ao país com os preços mais caros, respetivamente”, refere o Boletim dos Preços UE-27 de Combustíveis referente ao primeiro trimestre de 2021, disponibilizado pela ERSE.

De acordo com o documento, a carga fiscal aplicada em Portugal (63%) justificou integralmente a menor competitividade dos preços, tendo praticado um valor superior à média registada na UE (60%), em Espanha (55%), na Alemanha (61%) e na Bélgica (62%).

O preço médio de venda (PMV) mais barato foi praticado na Bulgária e o mais caro verificou-se nos Países Baixos, observando-se uma diferença de 72 cêntimos/litro entre o preço mais barato e o preço mais caro.

Excluindo os efeitos fiscais, verificou-se uma maior uniformização dos PMV da gasolina 95 simples praticados nos 27 Estados-membros da UE, com cerca de metade dos países a apresentarem preços entre os 0,50 e os 0,55 euros/litro.

Relativamente ao gasóleo simples, o PMV nacional (1,32 euros/litro) situou-se acima dos valores médios da UE, atribuindo a Portugal o sétimo lugar dos preços mais caros, sendo que o preço praticado corresponde a uma diferença de 38 e 21 cêntimos/litro face ao país com os preços mais baratos e ao país com os preços mais caros, respetivamente.

“O peso fiscal em Portugal justificou a prática de preços 19 cêntimos/litro mais caros do que em Espanha. Sem impostos, os preços médios nacionais encontram-se praticamente alinhados aos do país vizinho”, refere o boletim.

O preço mais barato observou-se na Bulgária e o mais caro verificou-se na Suécia, com uma diferença de 59 cêntimos/litro entre o mais barato e o mais caro.

“No primeiro trimestre de 2021, Portugal apresentou preços médios com impostos e sem impostos superiores aos valores médios verificados na UE-27, na ordem dos 11 cêntimos/litro e 0,7 cêntimos/litro, respetivamente”, aponta a ERSE.

Por fim, o gás de petróleo liquefeito (GPL) automóvel foi vendido a um preço médio de 0,67 cêntimos/litro, no período em análise, o que deixou Portugal na sexta posição dos países que reportaram o GPL Auto mais caro na UE, correspondendo a uma diferença de 19 e 17 cêntimos/litro face aos países com os preços mais baratos e com os preços mais caros, respetivamente.

O preço médio mais caro foi praticado em França, sendo o único país a vender GPL Auto a mais de 0,80 euros/litro, ao passo que a Bulgária praticou o preço mais barato, com uma diferença de 0,36 euros/litro entre o PMV praticado nestes dois países.

No primeiro trimestre de 2021, Portugal apresentou um preço médio superior ao valor médio verificado na UE em cinco cêntimos/litro, e um preço médio antes de impostos inferior em três cêntimos/litro.

Ler mais

Recomendadas

Notícias sobre a morte do carvão ainda são exageradas

O uso do carvão para a produção de eletricidade está a acabar em Portugal e em declínio no mundo ocidental, mas vai voltar a aumentar na Ásia.

Mais de metade das embalagens de pesticidas por recolher em 2020, alerta Zero

Mais de metade das embalagens de pesticidas ficaram por recolher em 2020, representando cerca de 480 toneladas, alertou este domingo a associação ambientalista Zero em comunicado.

Perdas de empresa de Luís Filipe Vieira custam 181 milhões de euros aos contribuintes

Entre julho de 2016 e até final de 2018, os créditos da Promovalor deram ao Novo Banco perdas de 181 milhões de euros, mas como estes créditos estavam abrangidos pelo Acordo de Capitalização Contingente (ACC), foram os contribuintes que tiveram de pagar ao NB.
Comentários