Portugal quer “reforçar cooperação” com Guiné-Bissau na saúde, educação e justiça

António Costa afirma ter sublinhado o seu “empenho pessoal no relacionamento fraterno entre Portugal e a Guiné-Bissau”, que “deve estar à altura dos laços históricos” que unem os dois povos.

O primeiro-ministro português, António Costa, afirmou hoje estar “empenhado em reforçar a cooperação” com a Guiné-Bissau em três áreas, saúde, educação e justiça, após um encontro, em Lisboa, com o seu homólogo guineense, Nuno Nabian.

No ‘tweet’ publicado na sua conta no Twitter, António Costa afirma ter sublinhado o seu “empenho pessoal no relacionamento fraterno entre Portugal e a Guiné-Bissau”, que “deve estar à altura dos laços históricos” que unem os dois povos.

“Portugal é o principal parceiro económico da Guiné-Bissau e está empenhado em reforçar a cooperação para fazer face aos principais desafios enfrentados pela sociedade guineense, em particular nas áreas da saúde, educação e justiça”, lê-se num dos dois ‘tweets’ publicados, acompanhados por fotografias do encontro, na residência oficial de São Bento, com Nuno Nabian, que efetua uma visita privada a Lisboa.

Nabian conseguiu fazer aprovar no parlamento guineense o seu programa de Governo, mas as Nações Unidas continuam a insistir que devem ser cumpridas as recomendações da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para a Guiné-Bissau, nomeadamente “a nomeação de um primeiro-ministro e a formação de um novo Governo, em total conformidade com as disposições da Constituição e com os resultados das eleições legislativas de março de 2019″.

A CEDEAO deu um prazo até 22 de maio ao Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, para nomear um novo Governo respeitando o resultado das legislativas de 2019, que foram ganhas pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), o que ainda não aconteceu.

A Guiné-Bissau está a viver um período de especial tensão política desde o início do ano devido a uma disputa em relação aos resultados das eleições presidenciais, sobre a qual o Supremo Tribunal de Justiça ainda não se pronunciou.

 

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