Portugal Ventures investe 1,3 milhões de euros em cinco startups de turismo

A sociedade pública de capital de risco apostou no “setor mais dinâmico da economia nacional” com um financiamento às seguintes empresas: Bag4Days, Classihy, Sailside, Try Portugal e X-Plora.

A Portugal Ventures anunciou esta segunda-feira que fez um investimento total de 1,3 milhões de euros em mais cinco startups ligadas ao turismo. A sociedade pública de capital de risco aumentou o seu portefólio de participadas com a chegada da Bag4Days, Classihy, Sailside, Try Portugal e X-Plora.

A entidade conta agora com 20 startups de turismo para as quais abriu os cofres. Para a Portugal Ventures, este é o “setor mais dinâmico da economia nacional”, pelo que requer “criação de mais oportunidades para melhorar as condições e experiências dos turistas que visitam o nosso país”.

A sociedade de venture capital nacional argumenta ainda que estes cinco financiamentos se devem à preocupação em colmatar uma falha de mercado no apoio a projetos finalistas dos programas de aceleração. É que estes projetos são oriundos, por exemplo, da iniciativa Call Fostering Innovation in Tourism (FIT), lançada em parceria com o Turismo de Portugal e o Nest – Centro de inovação do Turismo.

“Dá-nos a oportunidade de contribuir para posicionar Portugal como um polo de referência na inovação, no empreendedorismo e na produção de bens e serviços para a indústria do turismo”, explica Pedro de Mello Breyner, administrador executivo da Portugal Ventures. “O trabalho em conjunto com o Turismo de Portugal reflecte-se agora com o crescimento do nosso portefólio, com startups e projetos que vão ajudar a impulsionar o setor”, acrescenta.

A Portugal Ventures – que, ao longo de 2019, investiu 11,8 milhões de euros em 21 startups – tem quatro ‘calls’ abertas para projetos inovadores, de base científica e tecnológica, nas áreas da economia do mar, economia circular e energia e tecnologia aplicada à agricultura, para as quais se podem apresentar candidaturas até 31 de dezembro.

Quem são as cinco startups?

  • Bag4days – Liderada por Rúben Marques, é uma empresa de aluguer de malas de viagem que entrega e recolhem a bagagem em qualquer morada europeia indicada pelo cliente. A startup incentiva a prática sustentável de recursos através da partilha de bens duráveis.
  • Classihy – É uma plataforma que permite aos gestores das unidades hoteleiras/restauração gerir os seus funcionários de acordo com as valências necessárias para as várias funções. Liderada por Ariane de Melo, a empresa pretende ser uma disrupção nos sistemas de avaliação de desempenho.
  • Sailside Marketplace para aluguer de barcos em marinas. Liderada por João Vilas Boas, tem presença em Portugal, Espanha, Brasil e Emirados Árabes Unidos.
  • Try Portugal – Operador turístico e plataforma para programas e experiências personalizadas de turismo ativo, cultural e desportivo em Portugal, em particular no interior. É liderada por Catherine de Freitas e tem a sede no Fundão.
  • X-Plora – Aplicação móvel que guia os utilizadores através de museus, estádios, castelos ou mesmo cidades de uma forma interactiva e imersiva, através de conteúdo contextualizado: realidade aumentada e virtual, vídeos 360º, som binaural, entre outros. Liderada por Mafalda Ricca, a startup quer ser “a evolução do audioguia”.
Ler mais
Recomendadas

Lucros da banca sobem 133% em 29 anos, já o crédito a clientes subiu 862%

Desde 1990, verificou-se um aumento de concentração do sistema bancário português. Ao longo do período para o qual existe informação comparável, Portugal apresenta um nível de concentração superior ao da área do euro, o que poderá ser explicado pelo facto dos países mais pequenos tenderem a ter níveis de concentração mais elevados, explica o BdP.

Moody’s atribui ‘rating’ B2 com ‘outlook’ estável à TAP e ao empréstimo obrigacionista

Depois da Standard & Poor’s, é a vez da Moody’s iniciar a análise de ‘rating’ da companhia aérea nacional.

Moody’s atribui à dívida da TAP quinto nível de “lixo”

A agência de notação financeira norte-americana atribuiu o ‘rating’ “B2” à emissão de obrigações anunciada ontem.
Comentários