Para quem acha que o e-mail está a cair em desuso, eis os números que demonstram o contrário. O e-mail ainda ganha às redes sociais na maioria dos países europeus, incluindo em Portugal.
A diferença entre os usuários de e-mail e os usuários de redes sociais é de 11,3% a favor do e-mail em Portugal, segundo uma análise independente da agência de comunicação espanhola apablo.com, após interpretar os microdados de uso da internet coletados pelo Eurostat (a agência estatística da União Europeia).
O mesmo estudo diz que em Portugal há 7,7 milhões de usuários de e-mail e 6,9 milhões de usuários de redes sociais.
O uso do e-mail prevalece sobre o das redes sociais, especialmente entre homens com mais de 35 anos e com alto nível educacional.
Em Portugal, nos homens, o e-mail tem 16,5% mais de usuários do que as redes sociais. Já nas mulheres, o e-mail tem 6,6% mais de usuários que as redes sociais.
Pessoas com maior formação tendem a ter mais usuários de e-mail do que de redes sociais. Esta é a tendência geral, e confirma-se em Portugal. No nível mais alto, o e-mail tem 20,3% mais de usuários do que as redes sociais. No nível médio o e-mail tem 11,5% mais de usuários do que as redes sociais e no nível mais baixo o e-mail tem 0,2% mais de usuários do que as redes sociais.
Portugal está em 18º lugar no ranking dos países em que o e-mail tem mais usuários do que as redes sociais, ao superarem +11,3% os das redes.
Segundo a análise, França é o país onde a diferença entre os usuários de e-mail e de redes sociais é maior (+86,6%), seguida pela Alemanha (+67,8%) e Áustria (+37,8%).
A Grécia está em 24º lugar neste ranking com apenas +0,9% de usuários de e-mail do que de redes sociais.
Por outro lado, os países com mais usuários de redes sociais do que de e-mail são o Chipre (+19,2%); a Bulgária (+48,4%); e a Roménia (+62,3%).
A comunicação privada, as newsletters e a tradição mantêm o e-mail em uma posição de liderança. Documentos importantes são enviados por e-mail, enquanto as redes sociais são a principal forma de entretenimento, conclui a apablo.com.
Pablo Gracia, consultor da agência de comunicação espanhola, citado no comunicado, refere que “o e-mail pode até mesmo substituir o próprio site, pois cada vez mais páginas estão a adotar a newsletter como meio de comunicação direta com seus leitores”.
“Quando alguém se inscreve para receber uma newsletter, torna-se um leitor fiel e regular. No entanto, na web e nas redes sociais, é necessário um esforço constante para ser lido através do posicionamento na web e outras ações de marketing” diz Gracia.
“Através do e-mail, o terreno conquistado é permanente (a menos que alguém decida cancelar a inscrição)”, conclui.
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