Preços dos apartamentos desceram 8,4% em Lisboa no terceiro trimestre

Valor médio está agora nos 3.320 euros\m2. Em Faro registou-se uma descida de 4,13%, enquanto o Porto verificou uma ligeira quebra de 0,8%, estando o valor médio situado nos 2.128 euros\m2.

O preço médio dos apartamentos em Lisboa registou uma descida de 8,4% no terceiro trimestre de 2020, estando o valor situado nos 3.320 euros\m2, de acordo com os dados do ‘Market Report” divulgados pela protech portuguesa CASAFARI esta quinta-feira, 15 de outubro.

Esta quebra explica-se com os efeitos da pandemia do coronavírus e que atingiram também a cidade de Faro que registou uma descida de 4,13%, enquanto o Porto verificou uma ligeira quebra de 0,8%, estando o valor médio situado nos 2.128 euros\m2.

Ainda assim, os concelhos de Lisboa, Cascais e Oeiras surgem como os mais caros da Grande Lisboa, com os preços médios de venda mais elevados, 275,162 euros, 271,177 euros e 169,722, euros respetivamente, enquanto os concelhos de Sobral de Monte Agraço, Arruda dos Vinhos e Cadaval surgem como os mais acessíveis.

A norte, o concelho do Porto (278,657 euros), Matosinhos (235,895 euros) e Póvoa de Varzim (198,834 euros) têm o preço médio de venda mais caro, enquanto os concelhos de Amarante, Lousada e de Marco de Canaveses apresentam os preços médios mais baixos.

Também em Lisboa, registou-se um aumento dos preços médios nas três tipologias (T1, T2 e T3), entre os 0,8% e os 3,6%, enquanto no Porto a tipologia T3 foi a única a verificar uma diminuição dos preços médios de venda, de 0,2%, tal como em Faro a tipologia T3 foi a única que recuou nos preços (0,5%).

Olhando para os preços do arrendamento, os dados da CASAFARI apontam Lisboa como o distrito com a renda média mais elevada do país, de 13,9 euros/m2, enquanto o valor médio das rendas no Porto ascende aos 10 euros/m2 e em Faro rondam os 8,5 euros/m2.

Em termos de oferta de habitação para venda Faro aumentou consideravelmente, em 12,6%, no terceiro trimestre, seguido por Lisboa e Porto com subidas de 10,5% e de 9,6%, respetivamente. No entanto, é Vila Real que apresenta a maior valorização de habitação disponível com 61,3%.

Nils Henning, fundador da Casafari, refere que “os dados atuais já indicam alguns sinais de retoma, sobretudo no mercado de arrendamento em que tanto os preços médios como a oferta demonstram uma recuperação. O mercado imobiliário português sentiu e, de alguma forma, continua a sentir o impacto provocado pelo Covid-19, mas deverá continuar a recuperar gradualmente até ao final deste ano”.

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