Presidência portuguesa da União Europeia contrata Fundação Mário Soares por 25 mil euros

Contrato prevê uma exposição física sobre o antigo Presidente da República, formatos digitais e um livro sobre o percurso de Portugal na Comunidade Económica Europeia e na União Europeia.

Rafael Marchante/Reuters

A Estrutura de Missão para a Presidência Portuguesa do Conselho da Europa contratou a Fundação Mário Soares e Maria Barroso para a prestação de serviços de apoio à organização de atividades científicas relacionadas com o antigo Presidente da República, falecido em janeiro de 2017, num ajuste direto no valor global de 25 mil euros, acrescidos de IVA.

Segundo a minuta do contrato de prestação de serviços, divulgada nesta terça-feira no portal de contratação pública BASE, a entidade responsável pela presidência portuguesa da União Europeia, que decorrerá no primeiro semestre de 2021, pretende que a Fundação Mário Soares e Maria Barroso organize “atividades científicas, culturais e expositoras associadas à designação de Mário Soares como patrono do Colégio da Europa para o ano letivo de 2021-2022”. Algo que englobará a realização de uma exposição física, de uma exposição digital/micro-site, de uma sala alusiva ao patrono, da elaboração de materiais de divulgação físicos e digitais, e ainda de um pequeno livro/brochura evocativo do percurso de Portugal na Comunidade Económica Europeia (CEE) e União Europeia (UE).

A Fundação Mário Soares e Maria Barroso comprometeu-se no contrato, assinado na segunda-feira, a inaugurar a exposição e a apresentar um vídeo a 14 de outubro, no âmbito da cerimónia de abertura do ano letivo do Colégio da Europa, bem como a apresentar os conteúdos do livro/brochura sobre o processo de adesão de Portugal à CEE até 29 de outubro, sem prejuízo de se manterem os restantes serviços contratados até 31 de dezembro de este ano.

Nascido em 1924, Mário Soares foi um destacado opositor ao Estado Novo, o que fez com que fosse detido diversas vezes pela PIDE antes de ser deportado para São Tomé e Príncipe. Marcello Caetano permitiu-lhe o regresso a Lisboa quando sucedeu a Oliveira Salazar à frente da ditadura, mas Soares acabaria por exilar-se em França, sendo o fundador do PS. Figura decisiva durante o período revolucionário em curso (PREC), liderando as forças democráticas, foi primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, assinando nesse último mandato o tratado de adesão de Portugal à então CEE.

Mário Soares foi ainda Presidente da República, entre 1986 e 1996, falhando o objetivo de ser eleito presidente do Parlamento Europeu em 1999. Novamente candidato à Presidência da República em 2006, não foi além do terceiro lugar, com 14%, atrás do eleito Cavaco Silva e de Manuel Alegre.

Em 1996 criou a Fundação Mário Soares, que nos últimos anos enfrenta dificuldades financeiras, devido ao falecimento do fundador, mas também de alguns dos seus principais beneméritos.

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