Presidente do CRLisboa defende associação de advogados para responder ao desafio da digitalização

João Massano participou na conferência “Sociedades de Advogados: Inovação e Talento”, promovida pelo JE, com o apoio da sociedade de advogados Morais Leitão, e contou com a presença de Tiago Geraldo, advogado sénior da sociedade de advogados Morais Leitão; e de Paulo Cardoso do Amaral, professor da Universidade Católica Portuguesa.

Os advogados em prática individual e os pequenos escritórios deverão associar-se para poderem responder aos desafios criados pelos processos de digitalização e de transformação digital no sector, defendeu o presidente do Conselho Regional de Lisboa da Ordem dos Advogados, João Massano, na conferência sobre inovação e talento na advocacia, promovida pelo Jornal Económico (JE) e transmitida pela plataforma JE TV.

“Parece-me indispensável que os advogados sigam o exemplo das grandes sociedades no investimento em novas tecnologias, mesmo aqueles que são de prática individual”, afirmou João Massano, defendendo que a Ordem dos Advogados deveria apoiar os pequenos escritórios e os advogados em prática individual, mas que também estes deviam ter iniciativa.

“Uma via será a criação de parcerias entre os pequenos escritórios e os advogados em prática individual que lhes permita aceder aos meios tecnológicos necessários, a custos mais baixos”, apontou.

A conferência “Sociedades de Advogados: Inovação e Talento” foi promovida pelo JE, com o apoio da sociedade de advogados Morais Leitão, e contou com a presença, além de João Massano; de Tiago Geraldo, advogado sénior da sociedade de advogados Morais Leitão; e de Paulo Cardoso do Amaral, professor da Universidade Católica Portuguesa.

Um dos temas abordados na conferência foi a resposta aos desafios colocados pela pandemia de Covid-19. Tiago Geraldo referiu que, na Morais Leitão, a mudança foi mais cultural do que digital, porque a sociedade, “ao longo dos últimos anos, num processo que começou já há algum tempo, introduziu uma série de ferramentas [tecnológicas]”, pelo que, não antecipando a pandemia, quando esta surgiu, havia uma preparação. “Culturalmente, tivemos de fazer uma mudança tivemos de adaptar rotinas de trabalho, rotinas de equipa”, disse, apontando que os desafios surgiram mais na gestão de pessoas e na informação. “É uma dimensão importante num contexto de pandemia e é um desafio para as próprias coordenações e para quem tem obrigação ou responsabilidade de gerir uma equipa é conseguir a mesma proximidade ou mesmo envolvimento das pessoas, por forma a fazer com que se sintam parte de um projeto comum, que só funciona e só faz sentido funcionar em conjunto”, disse.

A conferência “Sociedades de Advogados: Inovação e Talento” foi transmitida esta quarta-feira, 22 de setembro, e está disponível em www.jornaleconomico.pt.

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