Presidente: “É talvez o programa do 10 de junho mais completo desde que começou”

Marcelo Rebelo de Sousa garante já ter afinado os detalhes da programação com o seu homólogo cabo-verdiano.

Cristina Bernardo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirma que o programa de 10 de junho, que celebra o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, terá o programa “mais completo desde que começou em França”. As cerimónias deste ano estendem-se a Cabo Verde.

O chefe de Estado português está na cidade da Praia, onde visitou a associação Espaço Aberto de Safende, que apoia crianças em situação de vulnerabilidade, durante a escala que fez em Cabo Verde, após participar nas comemorações do centenário da Confirmação da Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein, em São Tomé e Príncipe.

“É talvez o programa do 10 de junho mais completo desde que começou em França, em 2016, continuou no Brasil e nos Estados Unidos, no ano passado. É talvez o mais completo porque há uma componente muito especial que é a presidência da CPLP por Cabo Verde e são laços muito profundos que existem e que não ficam para trás em relação aos laços que nos unem ao Brasil, como foi há dois anos”, diz Marcelo Rebelo de Sousa.

A agenda do 10 de Junho deste ano será a “tudo a correr”, de acordo com o Presidente, que diz ter afinado os detalhes da programação com o seu homólogo cabo-verdiano.

“Começa com a deslocação do Presidente da Repúblico de Cabo Verde a Portugal e vai também uma deputação das forças armadas cabo-verdianas que pela primeira vez vai desfilar com as forças armadas portuguesas, numa cerimónia de 10 de junho. Trata-se de um sonho da CPLP que há muito existia, mas que começa por onde deveria começar pela presidência da CPLP e faz sentido que comesse por aqui”, explicou.

Da agenda consta desporto, cultura, confraternização entre cabo-verdianos e portugueses e reconhecimento de mérito de lusos cabo-verdianos, com atividades divididas entre as cidades da Praia e do Mindelo nos próximos dias 10 e 11.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu ainda que da programação está prevista uma deslocação a ilha da Brava que será uma visita privada a convite do presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca. “O presidente cabo-verdiano morria se eu não fosse, porque ele está muito ligado à ilha por laços familiares e quer muito, por isso iremos nós a Brava”, declarou Marcelo Rebelo Sousa.

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