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Presidente pode impulsionar a economia

Partindo do princípio de que o Presidente tem uma agenda para a economia, empresas e inovação, como deverá, então, exercer o seu mandato com vista ao impulso do crescimento económico?
16 Janeiro 2026, 12h01

Nogueira Leite dá a resposta: “através das suas reuniões regulares com o governo, do uso da COTEC [Associação Empresarial para a Inovação] e suas potencialidades, da sua palavra, organização de conferências ou sessões com especialistas (como fez Sampaio), etc.”.

Recorde-se que a COTEC Portugal, que reúne empresários portugueses, espanhóis e italianos, foi criada em abril de 2003, respondendo a um repto do então Presidente Jorge Sampaio. Mantém desde então uma ligação muito estreita com a Presidência da República, sendo o cargo de Presidente Honorário exercido pelo próprio Presidente da República.

Já para o economista Óscar Afonso um Presidente comprometido com o desenvolvimento económico deve utilizar o seu mandato para “definir e promover um desígnio nacional claro”. “Mobilizar o país em torno do objetivo estratégico de convergir, num horizonte temporal plausível, para a metade mais rica da União Europeia, criando um referencial coletivo de ambição e responsabilidade”, defende.

Deve ainda, acrescenta, exigir estratégia em vez de dependência conjuntural: “Alertar para os riscos de um crescimento assente em fatores temporários — como fundos europeus extraordinários ou ciclos turísticos favoráveis — e insistir na necessidade de reformas estruturais profundas, nomeadamente na Justiça, na Administração Pública, no sistema fiscal e na orientação do investimento, de modo a promover uma melhoria estrutural do perfil de especialização do pais, que gere maior riqueza e nível de vida”. Óscar Afonso aponta ainda outro caminho que passa por promover o mérito, a ciência e a inovação como “pilares centrais do discurso público e da ação política – conducentes à melhoria das condições de vida de cada indivíduo (seja no Estado seja no setor privado) e da sociedade como um todo –, substituindo narrativas excessivamente simbólicas por uma cultura de exigência, responsabilidade e avaliação de resultados


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