Primeira-ministra da Escócia quer referendo sobre independência em 2021

A primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, afirmou hoje que pretende organizar em 2021 um segundo referendo sobre a independência desta província britânica caso o partido que lidera vença as eleições locais de maio próximo.

“No próximo mês de maio, pediremos ao povo escocês que nos dê confiança para continuar a construir um país melhor. Solicitarei a vossa aprovação, e de mais ninguém, para que seja organizado rapidamente um referendo sobre a independência, assim que o novo parlamento for formado”, afirmou Sturgeon ao discursar perante os delegados no congresso anual do Partido Independentista Escocês (SCP, na sigla inglesa).

O desejo de independência está a voltar em força à Escócia, com a aproximação do fim da transição pós-Brexit e após a muito criticada gestão da epidemia de novo coronavírus por Londres.

No referendo de 2014, 55% dos escoceses votaram pela permanência no Reino Unido e, desde então, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, descartou repetidamente a possibilidade de a Escócia realizar uma nova votação, argumentando que foi um escrutínio que ocorre “uma vez a cada geração”.

No entanto, Sturgeon argumenta que o Brexit “mudou as regras do jogo” para os escoceses, que votaram esmagadoramente contra a saída da União Europeia (UE) em 2016.

O Brexit tornar-se-á realidade a 01 de janeiro de 2021, no final do período de transição.

Como o prazo a aproximar-se, Londres e Bruxelas ainda estão a tentar concluir um acordo de livre comércio.

“Dentro de um mês, estaremos confrontados com um Brexit difícil, seja com um ‘no deal’ ou um ‘bad deal’. A independência não nos distrairá da reconstrução depois da covid-19. Pelo contrário, é essencial para a concretizar”, alertou a chefe do executivo de Edimburgo, que avisou também para os “sérios danos de curto prazo e danos ainda piores no longo prazo”.

No início de outubro, uma sondagem realizada pelo Ipsos Moro atribuiu à líder escocesa um apoio público “muito forte”, satisfazendo 72% dos inquiridos com a sua gestão da pandemia.

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