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Produção de água na ilha cabo-verdiana de São Vicente retoma com 325 toneladas por hora

Em comunicado, o executivo refere que “os trabalhos de recuperação das infraestruturas afetadas pelas chuvas intensas em São Vicente estão a registar progressos significativos, com a produção de água já a rondar as 325 toneladas por hora”.
Fernando de Pina / Lusa
19 Agosto 2025, 18h54

O Governo cabo-verdiano avançou hoje que a produção de água na ilha de São Vicente atingiu 325 toneladas por hora, após a reparação de duas motobombas e o reforço da dessalinizadora afetadas pela tempestade que provocou nove mortos.

Em comunicado, o executivo refere que “os trabalhos de recuperação das infraestruturas afetadas pelas chuvas intensas em São Vicente estão a registar progressos significativos, com a produção de água já a rondar as 325 toneladas por hora”.

O resultado deve-se à reparação de duas das quatro motobombas da estação de captação de João Ribeiro, na zona de Chã de Alecrim, e ao funcionamento de dois bastidores da central dessalinizadora da Matiota, que aumentaram a capacidade de produção de água potável.

As equipas técnicas da Empresa de Eletricidade e Água (Electra) prosseguem hoje os trabalhos para recuperar mais uma motobomba, o que permitirá reforçar ainda mais a produção.

A distribuição de água à população deverá iniciar-se na quinta-feira, de forma faseada e de acordo com os planos operacionais, enquanto o abastecimento através das sentinas públicas já foi retomado desde segunda-feira.

A produção estava suspensa depois de a subestação de captação de água do mar ter ficado inundada na sequência de um desabamento de terras provocado pelas chuvas.

As cheias, ocorridas há uma semana, deixaram bairros inundados, destruíram estradas e pontes, estabelecimentos comerciais e afetaram o abastecimento de energia e uma pessoa continua desaparecida.

O Governo cabo-verdiano declarou situação de calamidade por seis meses em São Vicente, Porto Novo (Santo Antão) e nos dois concelhos de São Nicolau.

Além disso, já foi aprovado um plano estratégico de resposta que contempla apoios de emergência às famílias, mas também às atividades económicas, com linhas de crédito com juros bonificados e verbas a fundo perdido, justificando a decisão com o “quadro dramático, excecional”.

O Governo utilizará os recursos do Fundo Nacional de Emergência e do Fundo Soberano de Emergência, criado em 2019 precisamente para responder a situações de catástrofes naturais ou impacto de choques económicos externos.

Um navio da Marinha portuguesa atracou na sexta-feira em São Vicente, com 56 militares, equipamentos de remoção de escombros, uma dessalinizadora para o hospital e ‘drones’ para recolha de imagens aéreas em zonas de difícil acesso, além de mergulhadores e equipas preparadas para apoiar a população.


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