Professor francês acusado de assédio por tentar contactar Macron

Professor francês foi acusado de assédio por ter contactado o Eliseu múltiplas vezes para falar com Macron. O homem já foi identificado, e deverá apresentar-se perante um juiz em janeiro.

Um professor francês foi acusado de assédio telefónico ao Eliseu, a residência oficial do presidente francês.

O homem com idade compreendida entre 38 a 40 anos, pai de família e residente em Annecy, na região este de França, telefonou repetidamente durante vários dias para o palácio presidencial e exigiu falar com Emmanuel Macron, para lhe transmitir as suas inquietações, receios e preocupações quanto à atualidade política francesa.

A chamada não foi passada ao gabinete do presidente mas o francês insistiu. Perante a insistência que, de acordo com a comunicação social francesa, terá sido “suficiente para impedir o pessoal da central telefónica de realizar o seu trabalho e atender as restantes chamadas”, os funcionários do Eliseu decidiram apresentar uma denúncia por assédio telefónico: o “procedimento administrativo clássico”, garantem, aconteceu no passado mês de setembro, citou o ”Le Parisien”.

Os jornais franceses revelam que o homem tinha telefonado ”195 vezes” em menos de 24 horas, mas este número foi já colocado em questão pela própria residência oficial de Emmanuel Macron, que garante que as chamadas não são quantificadas.

A polícia francesa não teve grandes dificuldades em encontrar o homem em questão já que, além de ter feito todas as chamadas a partir do telefone fixo de casa, este é já reincidente. Segundo os jornais franceses, o mesmo teria acontecido durante o mandato de François Hollande.

Os funcionários da residência oficial do presidente francês garantem ainda que a denúncia foi feita devido às ameaças feitas ao pessoal da central telefónica. “Ele partilhava regularmente o seu ponto de vista de maneira veemente sobre todo o tipo de coisas e considerava legítimo fazê-lo diretamente ao Eliseu. O discurso era por vezes incoerente, vingativo e acompanhado por insultos”, acrescentaram, em declarações ao jornal ”Le Parisien”.

Depois de identificado, foi chamado à esquadra da zona de residência e por lá permaneceu durante várias horas a prestar declarações. O professor deve ser presente a um juiz em janeiro de 2019.

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