Professores: PSD afasta críticas da esquerda e sublinha que votação “não suporta o Governo”

O líder parlamentar do PSD, Fernando Negrão, sublinhou que o PSD não “suporta o Governo” no Parlamenta, ao contrário do PCP, BE e PEV, e garantiu que voto contra o diploma dos professores não foi um recuo do partido.

O Partido Social Democrata (PSD) rejeitou esta sexta-feira as críticas de seguidismo da esquerda, após o recuo do partido na recuperação do tempo de serviço dos professores. O líder parlamentar do PSD, Fernando Negrão, sublinhou que o PSD não “suporta o Governo” no Parlamento, ao contrário do PCP, BE e PEV, e garantiu que voto contra o diploma dos professores não foi um recuo do partido.

“O PSD não suporta o Governo. [O chumbo da recuperação do tempo integral de serviço dos professores] foi apenas um suporte político. Vivemos em democracia e temos uma relação entre todos e é bom que elas existam”, afirmou Fernando Negrão, em declarações à SIC Notícias.

O líder da bancada social-democrata reiterou que a questão da sustentabilidade das contas públicas foi sempre um princípio do presidente do PSD, Rui Rio. “Se há coisa que conheço do dr. Rui Rio é a contenção e o cuidado com as contas e deu provas disso ao longo da vida dele”, afirmou.

Segundo o Ministério das Finanças, o impacto orçamental de contabilização retroativa do tempo de serviço dos professores de 9 anos, 4 meses e 2 dias teria um impacto na despesa permanente de 800 milhões de euros anuais em ano cruzeiro, com um impacto de 40 milhões já em 2019 e 581 milhões de euros em 2020. Já o relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) veio mostrar que a medida teria um custo líquido anual de 567 milhões de euros para todas as carreiras especiais.

Fernando Negrão disse ainda que o país se esgotou em discussões sobre “crise artificial” do Governo, que veio prejudicar o país. “O país esgotou-se em discussões sobre um problema que não deveria ter estas dimensões. A nódoa foi o Governo ter desenhado artificialmente esta crise, que só veio prejudicar o país. Os portugueses querem que o país seja governado. Portugal tem muitos problemas e graves problemas e os portugueses querem a resposta a esses problemas. Não querem crise artificiais”, sublinhou.

O texto final da comissão de Educação e Ciência, que previa a contagem integral dos nove anos, quatro meses e dois dias reivindicados pelos sindicatos, foi rejeitado com os votos contra do PS, PSD e CDS-PP. Já o PCP, BE e PEV votaram a favor do documento, enquanto o PAN se absteve da votação.

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