“Pelo Tejo Vai-se para o Mundo”, escreveu Fernando Pessoa. E há agora um novo projeto que visa modernizar antigas áreas industriais da grande Lisboa, e na margem do rio Tejo.
O objetivo é a construção de 25 mil casas nas duas margens do rio Tejo, onde vivem 3 milhões de pessoas, onde vive quase um terço da população portuguesa.
Durante a construção desta habitação e dos grandes projetos de infraestruturas de transportes e o novo aeroporto de Lisboa, serão criados 200 mil postos de trabalho.
Está prevista a construção de 25 mil casas nas duas margens do rio Tejo na grande Lisboa, onde vive um quarto da população do país, a par da criação de 200 mil postos de trabalho.
O projeto Parque Cidades do Tejo visa “transformar o arco ribeirinho numa grande metrópole em que o rio funciona como elo de ligação dos territórios em vez de os separar”, segundo o Ministério das Infraestruturas e da Habitação.
Conta com quatro eixos: Arco Ribeirinho Sul, Ocean Campus, Aeroporto Humberto Delgado e Cidade Aeroportuária, abrangendo os concelhos de Almada, Barreiro, Seixal, Lisboa, Oeiras, Loures, Montijo e Benavente.
A área de intervenção urbanística estende-se por 4.500 hectares, 55 vezes o tamanho da Parque Expo em Lisboa.
A ideia é criar a Sociedade Parque Cidades do Tejo, uma empresa detida a 100% pelo Estado, com uma dotação inicial de 26,5 milhões de euros, com a gestão a ser repartida entre o Estado Central e os municípios.
O que está em causa?
Eixo Arco Ribeirinho Sul (Almada, Seixal e Barreiro)
. 519 hectares de área de intervenção
. 15 km frente de rio
. 8.000 novas habitações, de acordo com PDM vigentes
. Mais 20.000 novas habitações (exercício prospetivo)
. 800.000 m2de equipamentos
. 2.300.000 m2 destinados ao setor terciário/atividades económicas
. 94.000 empregos gerados
Almada (ex-Estaleiros da Lisnave)
. 58 hectares área de intervenção
. Habitação
. Comércio e serviços
. Equipamentos públicos de cultura, preservação da memória industrial naval e Ópera Tejo
Barreiro – Ex-Quimiparque
. 214 hectares de área de intervenção
. Habitação
. Comércio e serviços
. Turismo
. Cluster de atividades económicas – indústria naval
. Centro de Congressos Internacional
. Espaços Verdes
Seixal – Ex-Siderurgia Nacional
247 hectares de área de intervenção
. Setor terciário
. Parque Empresarial Ecológico
. Atividades de recreio e lazer
Eixo Ocean Campus (Oeiras e Lisboa)
. 90 hectares de área de intervenção
. 180.000 m2
terciário
. 181.000 m2 equipamentos
. 15.000 empregos gerados
. Parque urbano
. Espaço para grandes eventos
. Cluster de inovação, investigação e desenvolvimento
Eixo Aeroporto Humberto Delgado (Lisboa e Loures)
. Mais de 400 hectares de área de intervenção
. 3.600 novas habitações (PDM vigente)
. Mais de 6.200 novas habitações (exercício prospetivo)
. 119.000 m2 equipamentos
. 559.000 m2 para o setor terciário/atividades económicas
Eixo Benavente-Montijo – Cidade Aeroportuária
. Mais de 3.000 hectares de intervenção
. Fica a 30 minutos de Lisboa
. Ligação direta através da ferrovia de alta velocidade e das principais rodovias para Norte e Sul
. Nova cidade aeroportuária
. Ciência e indústria náutica
INFRAESTRUTURAS E MOBILIDADE: Expansão das redes de transportes públicos
Metro de Lisboa
. Mais 30 km de linhas
. Mais 35 estações
. 1.524 milhões de investimento em curso
. 31.000 toneladas/ano CO2 reduzido
. 46 milhões de novos pax/ano
LIOS – Linha Intermodal Sustentável
. LIOS Ocidental
. LIOS Oriental
. Mais 24 km de linhas
. Mais 37 estações
. Cerca de 490 milhões (referência indicativa do investimento)
SATUO
(Fase pré-concursal)
. Mais 9 km de linhas
. Mais 14 estações
. 112 milhões de investimento
Metro Sul do Tejo
. Lado Poente
. Lado Nascente
. Mais 50 Km de linhas
. 350 milhões de euros (investimento lado Poente)
Transtejo Soflusa
. Novas rotas e novos terminais
. 96 milhões para navios e sistemas de carregamento
. 14 milhões para renovação de terminais e estações
Linha de Alta Velocidade Lisboa-Madrid
(Fase 2 -Lisboa > Évora)
. 2.800 milhões de investimento
Duas novas travessias do Tejo
. 3.000 milhões de investimento na TTT Chelas Barreiro
. 1.500 milhões de investimento no Túnel Algés-Trafaria
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