Proposta do Bloco de Esquerda sobre levantamento do lay-off no setor dos transportes rejeitada

Na proposta que deu entrada na Assembleia da República a 29 de junho, o Bloco de Esquerda lembrava que “a oferta mantém-se em níveis baixíssimos para quem necessita de transportes públicos para trabalhar”.

Sociedade de Transportes Coletivos do Porto

O projeto de resolução do Bloco de Esquerda onde o partido recomendava ao Governo o “levantamento do lay-off no
setor dos transportes”, foi rejeitada, esta quinta feira, dia 23 de julho, no parlamento.

A proposta contou com votos contra do PS e CDS-PP, abstenção do PSD, Iniciativa Liberal e Chega! e votos a favor do PCP, Bloco de Esquerda, PEV, PAN e as deputadas não inscritas, Joacine Katar Moreira e Cristina Rodrigues.

No documento que deu entrada na Assembleia da República a 29 de junho, o Bloco de Esquerda pedia ao Governo que encetasse”, de imediato, todas as alterações necessárias para que o setor de transportes, de importância fundamental atualmente para fazer frente à crise pandémica, levante a aplicação do regime de lay off”. Os transportes em questão eram a Vimeca, Arriva ,que inclui os TST, Scotturb e Barraqueiro Transportes e a Rodoviária de Lisboa

O Bloco de Esquerda lembrava que “estamos em rápido processo de desconfinamento e redução da capacidade dos transportes públicos, por questões de saúde pública e devido distanciamento”. “Ainda assim, a oferta mantém-se em níveis baixíssimos para quem necessita de transportes públicos para trabalhar”, apontou o partido.

“Os relatos de utentes dos TST que se deslocam diariamente de concelhos de Setúbal para Lisboa ou da Vimeca são extremamente preocupantes e de uma gravidade enorme, especialmente nas primeiras carreiras da manhã”, advertiu o Bloco de Esquerda.

“A par disso, a situação de várias centenas de trabalhadores é muito complicada há vários meses, com corte de rendimentos e muita opacidade por parte das administrações das empresas”, referiu ainda o Bloco de Esquerda.

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