PS e CDS-PP em falência técnica. PSD e PCP são os partidos com contas mais sólidas

O PSD ultrapassou o PCP e é agora o partido com melhor saúde financeira, seguido de perto pelo Bloco de Esquerda. Dívida do PS é superior à soma dos passivos dos restantes partidos com assento parlamentar.

Cristina Bernardo

O Partido Socialista (PS) e o CDS-PP fecharam as contas de 2019 em falência técnica, segundo as contas anuais divulgadas esta quinta-feira pela Entidade das Contas e Financiamentos Públicos (ECFP). O Partido Social Democrata (PSD) ultrapassou o Partido Comunista (PCP) e é agora o partido com contas mais sólidas, acompanhado de perto pelo Bloco de Esquerda (BE).

Os relatórios das contas anuais dos partidos mostram que o PS foi a força política que encerrou 2019 com maior endividamento. Tal como o Jornal Económico já tinha noticiado, a dívida do partido do Governo é superior à soma dos passivos dos restantes partidos com assento parlamentar. Todos somados não chegam a dois terços da dívida que os socialistas têm vindo a acumular.

As contas agora divulgadas pela ECFP mostram que o PS registou em 2019 com um ativo de 16,1 milhões de euros e um passivo de 19,8 milhões de euros. Contas feitas, o partido de António Costa teve um saldo negativo de 3,8 milhões de euros. Ainda assim, o partido conseguiu abater, em comparação com o ano passado, cerca de 700 mil euros ao passivo que vinha a acumular.

Quem também está em falência técnica é o CDS-PP. O partido liderado por Francisco Rodrigues dos Santos teve ativos de 435,6 mil de euros e um passivo de 1,3 milhões de euros. Isso significa que os democratas-cristãos têm um buraco de 841,2 mil euros nas contas.

O PSD foi o partido que terminou 2019 com as contas mais sólidas. O partido liderado por Rui Rio conseguiu ultrapassar o PCP – que tem sido o partido com melhor saúde financeira – e apresentou um ativo de 27,6 milhões de euros e 8,5 milhões de passivo, o que corresponde a um saldo positivo de 19,1 milhões de euros.

Já o PCP fechou o ano com bens no ativo de 20,7 milhões de euros e uma dívida de 4 milhões. Assim, o PCP fechou as contas relativas a 2019 com um saldo positivo de 16,7 milhões de euros. Na mesma linha, o BE conseguiu um saldo positivo de 2,5 milhões de euros em 2019 e um passivo de 288 mil euros.

O parceiro de coligação do PCP – o Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) – apresentou ativos no valor de 177 mil euros e um passivo de 3 mil euros, o que permitiu acumular poupanças e equilibrar as contas, garantindo aos ecologistas um saldo positivo de 174 mil euros no ano passado.

Em terreno positivo encerraram também as contas do PAN. O partido liderado por André Silva registou, no final de 2019, um saldo positivo de 246,5 mil euros: 39,6 mil euros de passivos e 286,2 mil euros de ativos.

A estrear-se na apresentação de contas, o Chega registou um saldo positivo de 37 mil euros e um passivo de 1,5 mil euros. Já o Iniciativa Liberal teve ativos de 40,2 mil euros e um passivo de 8 mil, o que se traduziu num saldo positivo de 32,2 mil euros.

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