PS faz apelo veemente ao consenso sobre arrendamento e assume desacordo com PCP

O pedido de adiamento das votações para terça-feira deveu-se à ausência de consenso político no que respeita ao conjunto de diplomas do Governo sobre mercado de arrendamento.

O PS fez hoje um veemente apelo para que exista consenso em torno dos diplomas do Governo sobre regulação e incentivos ao mercado de arrendamento, alegando que a situação é “aflitiva” e que se exigem respostas “urgentes”.

Esta posição foi transmitida em conferência de imprensa, na Assembleia da República, em Lisboa, pelo vice-presidente da bancada socialista João Torres.

João Torres, ex-líder da JS, disse que o PS requereu o adiamento das votações que estavam previstas para hoje no âmbito do grupo de trabalho (parlamentar) da habitação urbana e políticas de cidades.

O pedido de adiamento das votações para terça-feira deveu-se à ausência de consenso político no que respeita ao conjunto de diplomas do Governo sobre mercado de arrendamento.

Ao longo da conferência de imprensa, João Torres disse que a primeira prioridade dos socialistas passou pelo diálogo com os seus parceiros de esquerda (BE, PCP e PEV).

No entanto, de acordo com o ‘vice’ do Grupo Parlamentar do PS, a bancada comunista manifestou-se contra um aspeto considerado central para aumentar a oferta no mercado de arrendamento: a concessão de benefícios fiscais aos proprietários, designadamente a isenção de taxa liberatória (de 28%) caso coloquem as suas casas para arrendar 20% por cento abaixo da mediana de preços praticada na zona em que se situa o imóvel.

“O Grupo Parlamentar do PS nunca enjeitou nenhum diálogo com forças políticas, dando evidentemente sempre preferência ao diálogo à esquerda no quadro parlamentar. A questão da habitação é aflitiva e, nesse sentido, estamos disponíveis, como sempre estivemos, para fazer o diálogo o mais alargado possível, por forma a que as mudanças a operar no mercado de arrendamento sejam sentidas com a maior brevidade possível no quotidiano das famílias portuguesas”, justificou.

Num recado indireto sobretudo dirigido ao PSD, João Torres afirmou que “se a situação implicar um diálogo com outras forças políticas, que não o PCP ou o Bloco de Esquerda, o PS está disponível para interagir com todos”.

“É importante que cada grupo parlamentar assuma as suas responsabilidades. Cada grupo parlamentar tem de ter a consciência de que, se esta for uma oportunidade perdida [do ponto de vista político], o prejuízo será para os portugueses”, completou.

O PS requereu o adiamento potestativo da votação indiciária das propostas relativas ao pacote legislativo sobre habitação, que se iniciava hoje, mas o processo ficará concluído antes da aprovação do Orçamento do Estado (OE), garantiu a deputada Helena Roseta.

Ler mais
Recomendadas

Casa que era da mãe de Ricardo Salgado está à venda por 20 milhões de euros

A sociedade Casa dos Pórticos, que detém o imóvel que era da mãe de Ricardo Salgado, é detida em 80% pelos quatro irmãos do banqueiro.

PremiumCasa dos Espírito Santo em Cascais à venda por 20 milhões de euros

A sociedade Casa dos Pórticos, que detém o imóvel que era da mãe de Ricardo Salgado, é detida em 80% pelos quatro irmãos do banqueiro.

Investimento em imobiliário comercial na Europa chega ao valor recorde de 312 mil milhões

Espanha e Portugal revelaram aumentos de mais de 50% em comparação com ano anterior (57% e 54% respetivamente). O setor dos escritórios registou a maior atratividade na Europa, com volumes totais de 127 mil milhões de euros.
Comentários