PS-Madeira aponta cinco grupos de medidas para Plano de Recuperação da Economia

Sérgio Gonçalves sublinhou que apesar das dificuldades que a pandemia trouxe, esta constitui também uma oportunidade, potenciada pelos fundos comunitários.

Alguns elementos do Grupo Parlamentar do PS-Madeira estiveram esta terça-feira reunidos com o Secretário Regional da Economia, Rui Barreto, no sentido de apresentarem as suas propostas para o Plano de Recuperação da Economia da Região Autónoma da Madeira (RAM). Os socialistas focaram cinco grupos de medidas.

O deputado Sérgio Gonçalves referiu em primeiro lugar as medidas de apoio empresarial, onde se insere o reforço das linhas de apoio e das componentes a fundo perdido das mesmas e a reposição do diferencial fiscal, “porque parece-nos fundamental criar um ambiente de maior competitividade para o futuro e para esta retoma que se pretende”.

Há medidas específicas para a área do Turismo, já que, como salienta o deputado socialista, além de este ter sido o setor mais afetado, é também aquele que vai levar mais tempo a recuperar e que não depende apenas daquilo que se faz internamente.

O terceiro grupo de medidas é a nível das infraestruturas. “Aqui parece-nos fundamental a estratégia regional para a habitação, a construção do Novo Hospital e outras medidas no âmbito de redes de saneamento básico, promoção de contratos-programa com as autarquias para resolvermos questões como a perda histórica de águas”, frisou.

Os socialistas apresentaram ainda medidas relativamente ao aumento produção regional, na agricultura, na pecuária e também no ordenamento florestal.

E, por último, consideraram um mar como um pilar estratégico neste Plano de Recuperação da Economia. É preciso “olhar o mar para além das pescas, para além da aquacultura e nomeadamente em tudo o que são valências do Centro Internacional de Negócios, formação na área de shipping e de quadros qualificados e aposta na criação de uma plataforma para teste de novas tecnologias oceânicas, por exemplo”.

Sérgio Gonçalves sublinhou que apesar das dificuldades que a pandemia trouxe, esta constitui também uma oportunidade, potenciada pelos fundos comunitários.

As medidas que apresentamos “acabam por ter um fio condutor que é a sustentabilidade e este novo modelo de desenvolvimento que nós preconizamos e que nós pretendemos para a RAM”, concluiu.

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Mafalda Freitas vincou a dimensão da Zona Económica Exclusiva da Madeira (ZEE), com uma área superior a mais de 440 mil metros quadrados. “O número pode não dizer muito, mas já é diferente se dissermos que é uma ZEE superior à da Bélgica, Chipre, Alemanha e Suécia juntos”, sublinhou.
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