Madeira: PSD faz balanço positivo do POCIF e critica discriminação do Estado

Para os sociais democratas o POCIF é um instrumento fundamental para combate aos incêndios, que tem sido suportado exclusivamente pelo Governo Regional, quando essa responsabilidade deveria ser do Estado. A deputada Rubina Leal diz ser incompreensível a forma como mais uma vez o Estado trata a região, sublinhando que a “Madeira continua excluída de uma ação de segurança e proteção que deveria ser nacional”.

A deputada do PSD, Rubina Leal, considerou que o Plano Operacional de Combate a Incêndios Florestais (POCIF), tem tido sucesso, e é um “instrumento fundamental”, que tem sido suportado pelo Governo Regional. A social democrata criticou a discrimina de que a região tem sido alvo pelo Estado, que não suporte os custos do meio aéreo, mas reafirma que esta “falta de apoio e responsabilidade” do Estado não coloca em causa o sentido de dever do governo regional para com a região.

A deputado do PSD, durante a sessão plenária que decorre na Assembleia da Madeira diz que o POCIF tem permitido a redução do número de ocorrências. A social democrata lembra que este plano, implementado em 2015, tinha entre os seus propósitos o patrulhamento e assegurar o combate inicial, o rápido acionamento dos meios, assegurar uma unidade de comando através dos bombeiros, e a informação da população.

A social democrata referiu que para o POCIF foram alocados um milhão de euros, sendo 600 mil euros para recursos humanos e logísticos, e que pelo terceiro ano a região possui meios aéreos de combate ao incêndio, que são exclusivamente suportados pelo Governo Regional.

“É incompreensível como uma vez mais o Estado trata a região”, afirmou.

Rubina Leal acusa o Estado de tratar a região de “forma discriminatória”, reforçando que este encargo é da responsabilidade do Estado.

“A Madeira continua excluída de uma ação de segurança e proteção que deveria ser nacional”, reforça.

A social democrata acrescentou que se a região estivesse dependente do estado “os madeirenses estariam muito menos protegidos e seguros, e a região não teria um meio aéreo ao seu dispor”.

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