PSD propõe “testagem massiva prioritária” de trabalhadores com contacto permanente com o público

Os social-democratas lamentam que a testagem em massa seja ainda “uma miragem” no país e pedem ao Governo que identifique e teste os profissionais mais expostos e dê seguimento aos casos positivos, para travar as cadeias de contágio.

Flickr/PSD

O Partido Social Democrata (PSD) propõe a “testagem massiva prioritária” de todos os profissionais não vacinados e cuja atividade os obrigue a contacto permanente com o público. Os social-democratas lamentam que a testagem em massa seja ainda “uma miragem” no país e pedem ao Governo que identifique e teste os profissionais mais expostos e dê seguimento aos casos positivos, para travar as cadeias de contágio.

Num projeto de resolução entregue na Assembleia da República esta segunda-feira, o PSD refere que “é consensual” na comunidade científica que “a estratégia para desconfinar terá de passar pela testagem massiva da população”, tendo em conta que “o ritmo de vacinação não supera o ritmo de propagação do vírus” e que “a imunidade de grupo, a solução mais óbvia para travar a pandemia, está ainda longe de ser alcançada”.

Dois meses depois de o Governo ter anunciado a intenção de iniciar a testagem massiva da população, os social-democratas alertam que “essa testagem massiva ainda não aconteceu, nem na comunidade geral nem em grupos concretos identificados” e que os últimos dados comparáveis com os restantes países europeus (de 6 de abril) revelam que Portugal registava uma média dos últimos sete dias de 3.03 testes por cada mil habitantes, atrás da Itália (com 4.41 testes), Bélgica (4.25 testes) e do Reino Unido (12.3 testes).

O grupo parlamentar do PSD considera que “esta realidade, que será mascarada nos próximos dias pelos números da testagem da comunidade educativa, traduz um relaxamento do Estado em relação a uma daquelas que devem ser as suas duas grandes preocupações neste momento: testar (eficazmente) e vacinar”.

O PSD pede, por isso, que testagem massiva prioritária (e regular) de todos os profissionais que ainda não estão vacinados e cuja atividade os obrigue a contacto permanente com o público, como é o caso dos operadores de fábricas e trabalhadores da construção civil, condutores de transportes públicos, operadores de supermercado ou de estações de serviço, e trabalhadores de comércio e restauração.

A bancada do PSD alerta, no entanto, que a eficácia da medida não está apenas dependente do número de testes realizados, mas também do “consequente rastreio em tempo útil (nas 24 horas seguintes) de todos os contactos de alto, médio e baixo risco dos casos positivos”, para que se possa “identificar toda a cadeia de transmissão e isolá-la”, impedindo a propagação do novo coronavírus.

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