PSD quer estudar e projetar TGV para ligar sul ao norte do país

A medida consta no programa eleitoral do PSD, apresentado esta sexta-feira, onde o partido liderado por Rui Rio defende uma aposta na ferrovia por se tratar “modo atualmente mais sustentável de transporte para passageiros e mercadorias”.

O Partido Social Democrata (PSD) quer estudar e projetar uma nova ligação nacional Sul-Norte em alta velocidade, com ligações à fronteira e à Europa. A medida consta no programa eleitoral do PSD, apresentado esta sexta-feira, onde o partido liderado por Rui Rio defende uma aposta na ferrovia por se tratar do meio de transporte “mais sustentável” para passageiros e mercadorias.

“O sistema ferroviário pesado e ligeiro assegura o modo atualmente mais sustentável de transporte para passageiros e mercadorias e tal será considerado nas decisões a tomar. Este princípio confere à ferrovia o estatuto de prioridade nacional, não só como motor de desenvolvimento económico e potenciador das dinâmicas exportadoras, mas, acima de tudo, como pilar de um modelo de desenvolvimento sustentável”, lê-se no programa eleitoral do PSD.

Visando a concretização da meta da neutralidade carbónica, o PSD propõe um Plano Estratégico de longo prazo que consagra como prioridade “estudar, planear e projetar uma nova ligação nacional Sul-Norte em Alta Velocidade, em bitola europeia, com as respetivas ligações à fronteira e à Europa, preparadas para tráfego de passageiros e mercadorias”.

A ligação nacional em alta velocidade estaria, segundo a proposta, assente num “modelo de equilíbrio territorial e financeiro” e permitiria fazer a ligação aos principais terminais logísticos nacionais e internacionais (incluindo portos e aeroportos).

O PSD prevê ainda “um plano de migração da rede para bitola europeia” a fim de “evitar o isolamento da economia portuguesa e a aumentar a mobilidade interna”, em articulação com a política ferroviária espanhola. Os sociais-democratas querem ainda atualizar e complementar a infraestrutura existente para as ligações regionais e internacionais “sempre que o tráfego logístico o justifique”.

Ainda na área da ferrovia, o partido de Rui Rio defende a manutenção das infraestruturas existentes, com “especial prioridade para as redes das áreas metropolitanas” e a sua integração com os sistemas de transportes urbanos não ferroviários de média ou baixa capacidade, numa “abordagem multimodal e interoperável”, como, por exemplo, BUS, BRT, partilha e aluguer de veículos, táxi e TVDE.

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