PSI 20 desce 2,38% numa Europa assustada com o espalhar do coronavírus

As principais bolsas europeias perdem mais de 2% e Lisboa não é excepção, com os investidores a mostrarem nervosismo com o espalhar do surto do coronavírus. Itália é o foco na Europa, com a bolsa de Milão a afundar mais de 4%.

O índice acionista português PSI desce estar segunda-feira, 24 de fevereiro, 2,38% para os  5.260,60 pontos, num início de semana em que as principais bolsas europeias negoceiam em terreno negativo, pressionadas pelas preocupações dos investidores com o espalhar do coronavírus.

Na Europa, o FTSE MIB de Milão lidera as quedas, com um tombo de 4,14%. Com 132 casos e três mortes, a Itália é o país da Europa com mais casos de infeção pela nova estirpe de coronavírus e o quarto a nível global. O DAX alemão perde 3,26%, o britânico FTSE 100 desce 2,53%, o CAC francês 3,37% e o espanhol IBEX 35 recua 3%.

Em Lisboa, no PSI 2o, vários títulos registam tombos de mais de 2%, com a Mota- Engil a perder 3,98% para 1,545 euros e o BCP a recuar 3,32% para 0,1836 euros.

A Galp Energia afunda 3,99% para 13,725 euros, numa altura em que os preços do petróleo, que têm sido pressionados pelo surto do coroanvírus, estão em queda, com o do WTI a perder 3,07% para 51,74 dólares por barril e o do crude Brent a descer 3,30% para 56,37 dólares.

A Sonae Capital cai 2,57% para 0,759 euros por ação. A empresa anunciou no domingo à noite que registou um prejuízo de 12,3 milhões de euros em 2019, com o efeito contabilístico non-cash da venda da participação na RACE em novembro a superar o desempenho operacional positivo. O ‘board’ vai, contudo, apresentar uma proposta de dividendo de 6 cêntimos por ação, o que representa um total de 15 milhões de euros.

[Atualizada às 08h47]

 

Ler mais

Relacionadas

Topo da agenda: o que não pode perder na economia e nos mercados esta semana

Os dados das sondagens sobre o clima económico nos dois lados do Atlântico vão mostrar como os empresários se sentem em relação ao potencial impacto do coronavírus. A época de resultados entra na reta final e também há segundas leituras do crescimento económico no quarto trimestre do ano passado.

Covid-19: China promete apoiar empresas e mantém metas de crescimento económico

Em conferência de imprensa, as autoridades financeiras e de planeamento económico revelaram estar a estudar a melhor forma de apoiar as empresas, depois de o Presidente chinês, Xi Jinping, ter prometido publicamente, na semana passada, ajudas ao setor agrícola e outras indústrias.

“China? Não se sabe quando é que as fábricas voltam à produção a 100%”

Nuno Sousa Pereira, head of investments da Sixty Degrees, esteve na última edição do ‘Mercados em Ação’, vê paralelo na forma como os mercados reagem ao coronavírus tal como aconteceu com a crise do SARS. “Não sabemos quantas fábricas estão afetadas”, realça Nuno Sousa Pereira.
Recomendadas

“Corremos o risco de a zona euro quebrar”, afirma governador do Banco de Portugal

Carlos Costa diz que “nenhuma economia está preparada para uma crise desta natureza” e volta a defender os ‘coronabonds’, em entrevista ao semanário “Expresso”.

Wall Street cai mais de 3% apesar da “bazuca” de 2,2 biliões de dólares

Março de 2020 ficará para a história dos mercados como um dos meses mais loucos de sempre. NYSE fechou em queda num dia em que Congresso dos Estados Unidos entrega um pacote de resgate de 2,2 biliões de dólares.

Bolsas regressam às quedas com setor automóvel a liderar. BCP cai 4% ao adiar dividendos

As desvalorizações mais expressivas dos setores Auto e de Viagens & Lazer espelham a preocupação dos investidores quanto à evolução da pandemia Covid-19, segundo a análise do analista da Mtrader. O BCP cai em bolsa 4% depois de cancelar dividendos e em dia de moratória de créditos.
Comentários