PSI 20 acompanha tendência das congéneres europeias e arranca em alta

O principal índice bolsista português soma 0,96%, para 4.021,49 pontos.

O principal índice bolsista português (PSI 20) soma 0,96%, para 4.021,49 pontos, em linha com as principais praças europeias esta terça-feira, 31 de março. Os ganhos expressivos em Wall Street na sessão de segunda-feira e também o índice PMI chinês animam os investidores, apesar das incertezas em torno da evolução da pandemia da Covid-19.

De acordo com os analistas do BPI, as bolsas  demonstram que a evolução ao longo desta semana decorrerá entre a evolução dos efeitos da pandemia da Covid-19 e os resultados dos indicadores económicos, “que agora começam a refletir os efeitos da pandemia”.

Ao sinal positivo vindo de Wall Street, esta terça-feira, acresceu o PMI – Purchasing Managers’ Index, um dos índices que medem o estado da económica chinesa, subiu para os 52.0 este mês, um salto desde o mínimo histórico de 35,7 a fevereiro e acima da fasquia dos 50, que separa os cenários de contração (abaixo de 50) e melhoria.

Isto, quando as bolsas asiáticas fecharam mistas: No Japão, o Topix caiu 2,3% e o Nikkei desvalorizou 0,88%; já o MSCI Ásia Pacífico desceu 0,7%, enquanto o o Índice Compósito de Xangai subiu uns ligeiros 0,2%; na Coreia do Sul, o Kospi  e o Hang Seng, de Hong Kong, cresceram ambos 0,5%.

Na bolsa portuguesa, 17 das 18 empresas cotadas apresentam ganhos. Os títulos dos CTT (2,37%), EDP (1,16%), BCP (0,95%), das retalhistas Jerónimo Martins (0,75%) e Sonae (1,82%) impulsionam o PSI 20.

Apesar de o PSI 20 negociar no verde, facto é que os efeitos da Covid-19 deverá levar o índice a fechar hoje o pior trimestre desde 2002. Até ao final de 30 de março, o principal índice bolsista português registou a segunda maior queda trimestral neste século, pressionado pelo impacto económico da propagação do novo coronavírus. Nem na crise financeira de 2008 a bolsa nacional caiu tanto.

Covid-19 deve levar PSI 20 a fechar hoje o pior trimestre desde 2002

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