PSI 20 arranca no vermelho pelo terceiro dia consecutivo, penalizado por Galp e BCP

Bolsa portuguesa arrancou a sessão desta quarta-feira a perder 0,64%, para 3.952,15 pontos, em linha com as principais praças europeias.

Stringer/Reuters

O principal índice bolsista português (PSI 20) arrancou a sessão desta quarta-feira a perder 0,64%, para 3.952,15 pontos, em linha com as principais praças europeias. É o terceiro dia consecutivo que o PSI 20 abre em terreno negativo. Das 18 empresas cotadas do PSI 20, apenas duas cotadas não negoceiam em terreno negativo.

Tal como na abertura da sessão de terça-feira, hoje as quebras da Galp Energia e do BCP voltam a penalizar o PSI 20 na abertura da bolsa.

A petrolífera portuguesa afunda 3,27%, para 7,15 euros, com os investidores ainda a gerir expetativas face ao prejuízo de 23 milhões de euros no terceiro trimestre do ano. O valor contrasta bastante com os 101 milhões de lucros registados em período homólogo  de 2019. Ainda assim, o valor prejuízo registado representa uma recuperação face ao segundo trimestre do ano, em que o prejuízo foi de 52 milhões de euros. Acresce aos resultados, o anúncio da venda da unidade de distribuição, a Galp Gás Natural Distribuição à Allianz Capital Partners, bem como a última recomendação do Goldman Sachs para os títulos da Galp.

O Goldman Sachs manteve o preço-alvo da ação da petrolífera nos 12 euros no espaço de 12 meses, mais 54,8% face ao preço de fecho da sessão de segunda-feira (7,75 euros). O banco norte-americano continua a recomendar que os investidores vendam títulos da Galp.

Ainda no setor energético, também a EDP (-0,95%), EDP Renováveis (-0,76%) e REN (-0,22%) penalizam a bolsa nacional.

O BCP, por sua vez, arrancou a cair 2,20%, para 0,07 euros. Também no caso do banco liderado por Miguel Maya, os investidores reagem a resultados operacionais no terceiro trimestre, neste caso da filial do banco na Polónia. O polaco Bank Millennium apresentou na terça-feira um quebra de 75% nos ganhos face ao terceiro trimestre de 2019, o que corresponde a um lucro de 132 milhões de zlótis (29,8 milhões de euros) nos primeiros nove meses deste ano.

Também as quedas dos títulos da Mota-Engil (-3,85%) e dos CTT (-3,42%) contribuem para colocar o PSI 20 em terreno negativo.

 

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