PSI 20 encerra semana no vermelho a acompanhar congéneres europeias

Os CTT e a Galp puxaram o principal índice bolsista nacional para terreno negativo.

Reuters

O principal índice bolsista português encerrou a última sessão da semana em terreno negativo, em linha com as restantes praças europeias. Assim, o PSI-20 cai 0,84% para 4.441,52 penalizada pelas quedas dos CTT e Galp Energia.

A queda dos Correios de Portugal (1,70% para 2,90 euros) chega depois da Anacom ter avançado que os CTT foram o operador mais reclamado, tendo motivado 77% das reclamações no livro eletrónico. Já a Galp desliza 1,55% para 9,52 euros.

A Ibersol, Nos e EDP Renováveis também acompanham a tendência negativa, perdendo 2,51% para 5,44 euros, 1,35% para 3,65 euros e 1,87% para 13,66 euros, respetivamente.

A registar os maiores ganhos surgem a Mota-Engil (3,94% para 1,426 euros), a Pharol (0,35% para 0,1160 cêntimos), Ren (0,40% para 2,485 euros) e Altri (0,13% para 4,48 euros).

Olhando para as principais praças europeias, tal como a portuguesa, todas encerraram no vermelho depois do Reino Unido ter imposto uma quarentena obrigatória de 14 dias a viajantes de países como França, Holanda e Malta. A CAC40 foi a que registou o maior tombo, caindo 1,58% para 4,963 pontos, seguindo-lhe a Ftse100 (1,55% para 6,090 pontos) e a IBEX 35 (1,33% para 7,154 pontos). Já a europeia EuroStx 50 cai 1,13% para 3,305 pontos e a alemã DAX 0,71% para 12,901 pontos.

“Na Zona Euro os valores preliminares do PIB do segundo trimestre sinalizaram uma contração de 12,1%, com a economia nacional a indicar uma contração inferior ao esperado pelo mercado (-13,9% vs Est. -14,1%)”, escreve Ramiro Loureiro, analista do BCP investment banking.

“Em solo norte-americano as vendas a retalho nos EUA cresceram menos que o esperado no mês de julho. Já a produção industrial americana apresentou um crescimento de 3% ficando em linha com o esperado pelo mercado. As declarações do chefe do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, Dr. Anthony Fauci, estiveram em destaque, após afirmar que se os EUA permitissem que o coronavírus se propagasse sem controlo, numa tentativa de alcançar imunidade de grupo, “o número de mortes seria enorme”.”, conclui.

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