PSI-20 fecha em queda arrastada pela EDP Renováveis e BCP. Europa corrige

Bolsa de Lisboa fechou em queda, em linha com a Europa. No plano macroeconómico, o Ifo revelou que o clima empresarial na Alemanha piorou inesperadamente em setembro. As eleições na Alemanha que põem fim ao mandato de Angela Merkel como chanceler acontecem este fim-de-semana.

Alex Grimm/Reuters

O PSI-20 fecha a sessão desta sexta-feira a cair 0,61% para 5.424,16 pontos puxado pelas ações da EDP Renováveis, que caíram 2,12% para 22,16 euros. Também a EDP recuou 1,33% para 4,59 euros.

O BCP corrigiu dos ganhos de ontem e caiu -1,55% para 0,1393 euros. A Corticeira Amorim também caiu 1,69% para 11,62 euros. Destaque ainda para a queda da Semapa de -1,15% para 12,00 euros. Na mesma linha a Navigator caiu 1,04% para 3,04 euros. A novata Greenvolt caiu 0,97% para 6,14 euros.

Em alta destacaram-se a REN e a Ibersol. A primeira subiu 1,38% para 2,570 euros e a segunda 1,07% para 5,68 euros.

As principais praças europeias encerraram a última sessão da semana em baixa. “A pressionar o sentimento do mercado esteve a falta de sinais por parte da Evergrande sobre se cumpriu o prazo de um pagamento de uma obrigação em dólares”, diz o analista do Millennium investment banking Ramiro Loureiro.

Numa tentativa de tranquilizar os investidores, Christine Lagarde, presidente do BCE, afirmou que a Europa tem uma exposição direta limitada à crise de dívida da empresa chinesa.

“No exterior os sectores automóvel e banca escaparam ao ambiente de correção, com o último a ser impulsionado pelas valorizações das yields de divida soberana. Já o de retalho e bens de consumo foram os mais penalizados, com algumas empresas a serem castigadas pelo corte de outlook da Nike”, refere o analista de mercados do BCP.

O EuroStoxx 50 caiu 0,87% para 4.158,5 pontos. Também as bolsas europeias recuaram. O FTSE de Londres caiu 0,38% para 7.051,5 pontos; o CAC 40 fechou a perder 0,5% para 6.638,5 pontos; o DAX perdeu 0,72% para 15.531,7 pontos. O FTSE MIB recuou 0,43% para 25.968,8 pontos e o IBEX caiu 0,04% para 8.873,1 pontos.

Durante a tarde o Presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que a maioria dos norte-americanos com a vacina Pfizer/BioNTech poderá receber uma dose de reforço.

No plano macroeconómico o Ifo revelou que o clima empresarial na Alemanha piorou inesperadamente em setembro. As eleições na Alemanha que põem fim ao mandato de Angela Merkel como chanceler acontecem este fim-de-semana.

Por outro lado, a atividade industrial no Japão terá abrandado o ritmo de expansão no último mês, efeito que foi compensado pela melhoria do PMI Serviços, que denotou um alívio do ritmo de contração da atividade terciária.

A dívida soberana alemã continua a subir, tendo as yields agravado 3,04 pontos base para -0,23%. A dívida portuguesa acompanha a tendência e vê os juros agravarem 4,23 pontos base para 0,32%. Já Espanha também tem os juros soberanos a subirem no mercado secundário, 3,41 pontos base para 0,41% e Itália avança 6 pontos base com a yield a fixar-se em 0,78%.

O euro cai 0,14% para 1,1722 dólares.

O petróleo Brent, referência na Europa, avança 0,83% para 77,89 dólares o barril.

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