PSI-20 fecha em queda numa Europa sem tendência definida

As ações da Pharol (-2,30% para 0,0936 euros), da Altri (-1,70% para 5,5 euros) e do BCP (-1,53% para 0,1289 euros) estiveram em forte correção. As bolsas europeias encerram a sessão divididas entre os ganhos e perdas. No exterior, o sector de bens de consumo foi um dos mais penalizados.

O PSI-20 fechou a sessão desta terça-feira a cair 0,36% para 5.382,02 pontos, numa sessão europeia sem tendência definida.

As ações da Pharol (-2,30% para 0,0936 euros); da Altri (-1,70% para 5,5 euros) e do BCP (-1,53% para 0,1289 euros) estiveram em forte correção.

Em alta destacaram-se as ações da EDP Renováveis (+1,51% para 22,80 euros), da Galp (+1,31% para 8,22 euros) e da REN (+1,19% para 2,545 euros).

As bolsas europeias encerraram a sessão divididas entre os ganhos do italiano FootsieMib e as quedas do britânico Footsie100. O índice da bolsa de Milão subiu 0,39% para 26.027,07 pontos e o índice da bolsa de Londres caiu 0,49% para 7.034 pontos.

O francês CAC recuou 0,36% para 6.652,8 pontos e o espanhol IBEX perdeu 0,41% para 8.780 pontos. Já o DAX subiu 0,14% para 15.723 pontos e o AEX de Amesterdão avançou 0,79%.

Os globais EuroStoxx 50 e Stoxx 600 fecharam com tendência divergentes. O EuroStoxx 50 subiu 0,05% para 4.192 pontos e o Stoxx 600 caiu 0,034%.

“No exterior o sector de bens de consumo foi um dos mais penalizados, castigado pelos recuos das empresas de bens de luxo, como a Richemont, Christian Dior, LVMH e Burberry, após a AlphaValue ter revisto em baixa a recomendação e avaliação a alguma cotadas no segmento, citando preocupações com a dependência à China, onde estará a haver uma inversão do clico. Já a JD Sports e a Pandora foram destaques pela positiva”, segundo Ramiro Loureiro, analista de mercados do Millennium investment banking.

No mercado de futuros do petróleo, o Brent sobe 0,45% para 73,84 dólares o barril.

Em termos macroeconómicos, a OCDE divulgou que em agosto de 2021, o Indicador Compósito Avançado para Portugal apresentou uma variação de 0,02% em termos mensais e de 3,53% em termos homólogos, registando um valor de 98,47 pontos. Estes valores indicam uma fase de recuperação estável da atividade económica.

Hoje ainda o relatório do IPC (Índice de Preços no Consumidor) nos EUA para agosto foi divulgado. “Os dados saíram conformes as expectativas, uma vez que a inflação apresentou um ligeiro abrandamento de 5,3%, em agosto, face ao período homólogo do ano anterior, em comparação com os 5,4% registados no mês passado. O valor do IPC subjacente ficou abaixo das previsões dos analistas, uma vez que atingiu 4,0% na comparação anual (face aos 4,2%) e comparado com 4,3% (variação anual) em julho, segundo Henrique Tomé, analista da XTB.

À hora do fecho europeu o S&P500 e o Dow Jones recuavam, enquanto o índice tecnológico valorizava, na sequência do Índice de Preços no Consumidor norte-americano ter apontado para uma descida de inflação em agosto.

“Apesar dos picos de preços associados à reabertura da economia estarem a diminuir, os constrangimentos nas cadeias de fornecimento podem manter a inflação em níveis elevados”, refere o analista do Millennium BCP, Ramiro Loureiro.

O euro sobe 0,14% para 1,1827 dólares.

No mercado de dívida pública, a Alemanha tem os juros a 10 anos em queda de 0,94 pontos base para -0,34%. Mas o que se destaca é a queda dos juros da dívida portuguesa, que é de 2,24 pontos base para 0,20%. Assim como na dívida espanhola onde os juros recuam 2,35 pontos base para 0,30% e na italiana onde a queda é de 3,96 pontos base para 0,65%.

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