PSI-20 inverte tendência e negoceia em baixa. Mota-Engil cai mais de 8,5%

Em Portugal, das 18 empresas cotadas apenas quatro negoceiam em alta e uma negoceia sem variação. Os investidores reagem aos dados da economia norte-americana e ao facto de a Fed ter alterado a sua política monetária, passando a admitir que a inflação fique acima dos 2%, por breves períodos.

O principal índice bolsista português (PSI 20) inverteu a tendência da abertura da sessão e ao final da manha desta sexta-feira perde 0,19%, para 4.363,28 pontos, quando os mercados bolsistas europeus reagem a notícias vindas dos Estados Unidos e Japão.

Os investidores reagem hoje aos dados da economia norte-americana, revelados na quinta-feira à tarde, que contraiu menos que o estimado no segundo trimestre do ano.

De acordo com dados do Departamento do Comércio dos Estados Unidos, a administração norte-americana reviu a estimativa de contração do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, passando-a para -31,7%, em vez de -32,9% previstos. As medidas de confinamento adotadas a partir de março tiveram uma grande influência no PIB, uma vez que levaram a uma paragem da atividade económica. Os Estados Unidos registaram um crescimento de 2,3% no ano de 2019.

A par destes dados, a Reserva Federal (Fed) avançou com alterações na sua política monetária, passando a admitir que a inflação fique acima dos 2%, por breves períodos. Assim, a Fed admite uma inflação “moderadamente” acima dos 2%, para que a economia possa criar mais emprego e beneficiar os que têm menos rendimentos.

No Japão, os investidores estão expectantes quando ao futuro do governo nipónico, uma vez que o atual primeiro-ministro, Shinzo Abe, renunciou ao seu mandato por motivos de saúde.

Em Portugal, das 18 empresas cotadas apenas quatro negoceiam em alta e uma negoceia sem variação. As quebras dos títulos da Altri (-1,76%), Navigator (-1,42%), CTT (-1,30%) e Mota-Engil (-8,56%) penalizam o PSI 20.

Entre estas destaque para a Mota-Engil, que regista uma forte queda, corrigindo os ganhos da última sessão, após o anúncio de um acordo de parceria estratégica com os chineses da CCCC, uma das cinco maiores empresas do setor no mundo. A CCCC ficará com 30% do capital da Mota-Engil.

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