PSI20 segue no vermelho com Galp e EDP a pressionarem negociações

A bolsa de Lisboa seguia em queda generalizada, com a EDP a perder mais de 3,5% e a Galp 2,8%, com os investidores a manterem-se receosos com os impactos económicos da propagação do coronavírus Covid-19.

Cerca das 8h30, o principal índice da bolsa de Lisboa, o PSI20, seguia a cair 2,86% para 4.810,73 pontos, com 16 ações negativas, uma inalterada e uma positiva.

A Pharol e a Mota-Engil eram as ações que mais caíam, com perdas de 6,09% e 3,72% para 0,08% e 1,35 euros, respetivamente.

A EDP e a Galp eram os pesos pesados que mais pressionavam o índice, com perdas de 3,59% e 2,76% para 4,24 euros e 12,66 euros, respetivamente.

A EDP Renováveis recuava 2,73% para 12,12 euros.

O BCP perdia 2,21% para 0,17 euros e a Jerónimo Martins perdia 1,71% para 16,10 euros, respetivamente.

Os CTT eram a única empresa que se mantinha em terreno positivo, com uma ligeira subida de 0,08% para 2,43 euros e a Ibersol seguia inalterada.

As principais bolsas europeias mantinham-se em queda acentuada, a rondar os 3%, dominadas pelo pessimismo quanto ao impacto económico do novo coronavírus.

Cerca das 08:30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 afundava 2,90% para 378,20 pontos.

As bolsas de Frankfurt, Paris e Madrid recuavam 3,30%, 3,28% e 3,11%, bem como as de Milão e Londres, que desciam 2,82% e 2,65%, respetivamente.

O barril de petróleo Brent trocava-se a 50,9 dólares, a cair 2,45%.

O Covid-19, detetado em dezembro na China e que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou pelo menos 2.858 mortos e infetou mais de 83 mil pessoas, de acordo com dados reportados por meia centena de países e territórios.

Das pessoas infetadas, mais de 36 mil recuperaram.

Além de 2.788 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Coreia do Sul, Itália, Japão, Filipinas, França, Hong Kong e Taiwan.

Dois portugueses tripulantes de um navio de cruzeiros encontram-se hospitalizados no Japão, um dos quais com confirmação de infeção e o outro por indícios relacionados com o novo coronavírus.

A Organização Mundial de Saúde declarou o surto do Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e alertou para uma eventual pandemia, após um aumento repentino de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) registou 52 casos suspeitos de infeção, 16 dos quais ainda estavam em estudo na quinta-feira.

Os restantes 36 casos suspeitos não se confirmaram, após testes negativos.

Segundo a DGS, o risco para a saúde pública em Portugal mantém-se “moderado a elevado”.

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