Queda da Altri lidera perdas na bolsa de Lisboa. Europa em queda

As ações da Altri caíram mais de 6% e marcaram a sessão. A Europa fechou em correção com os principais índices em queda de mais de 1%. O petróleo recupera e os juros soberanos caem.

Stringer/Reuters

As ações da papeleira Altri caíram hoje na Bolsa  -6,85% para 6,120 euros, no dia em que o BiG emitiu um research que diz que as ações têm agora um preço alvo de 6,23 euros, o que traduz um upside de 2,1% face à atual cotação de 6,1 euros. “Portanto, atualizamos a ação para Hold, já que vemos o preço atual como justo. O preço da celulose estabilizou e esperamos uma queda gradual a partir desses níveis, o que, no entanto, não coloca em risco os dividendos da empresa (dividend yield de cerca de 5%)”, diz o BiG.

A Altri informou ontem ter recebido uma comunicação sobre o lançamento de uma oferta particular de venda de ações da Altri, através de um processo Accelerated Bookbuilding, pela sociedade Global Portfolio Investments, controlada pela espanhola Indumenta Pueri.

Em queda, embora menos expressiva, estiveram a Mota-Engil a cair -1,86% para 1,690 euros; e a NOS que deslizou -1,74% para 5,380 euros. A Jerónimo Martins desceu -0,85% para 10,510  euros; e a Galp também em queda de  -0,50% para 14,785 euros.

Em alta o destaque vai para a Semapa que valorizou 1,74% para 14,060 euros.

Com tudo isto o PSI 20 caiu 0,35% para 4.921,15 pontos.

A sessão desta quarta-feira foi marcada por um ambiente de correção em toda a Europa, com os principais índices europeus a fecharem em queda.

O global EuroStoxx 50 caiu 1,22% para 3.150,27 pontos.

“O selloff vivido ontem em Wall Street é um dos principais fatores a condicionar o ambiente, perante o movimento no mercado obrigacionista norte-americano”, explica o analista da Mtrader Ramiro Loureiro.

O CAC 40 desceu 1,36% para 4.944,4 pontos; o Dax deslizou 1,19% para 11.200 pontos; o FTSE 100 de Londres caiu 1,44% para 6.921,8 pontos. Milão, por sua vez caiu 0,13% para 19.328,7 pontos; e o IBEX perdeu 0,55% para 9.012,2 pontos.

Os indicadores de atividade terciária na Zona Euro vieram melhor que o esperado e ajuda a justificar esta última recuperação.

Em novembro de 2018, o PMI nos Serviços da Zona Euro registou um valor de 53,4 pontos, menos 0,3 pontos que  no mês precedente.

A dívida soberana alemão subiu 1,4 pontos base para 0,277%, ao passo que a dívida dos periféricos teve também o mesmo movimento de queda dos juros. Itália desceu 9,5 pontos base para 3,061%; Espanha caiu 2,6 pontos base para 1,459% e Portugal 1,6 pontos base para 1,795%.

O mercado do petróleo está a subir. Com a cotação do Brente a valorizar 0,26% para 62,24 dólares o barril e o crude WTI nos EUA a aumentar 0,28% para 53,4 dólares.

O euros subiu 0,02% para 1,1345 dólares.

Ler mais

Recomendadas

BCP e CTT levam PSI 20 ao ‘vermelho’ no fecho da sessão

Praça lisboeta fechou a sessão desta terça-feira com uma descida de 0,08% para 5.303,81 pontos, seguindo a tendência da maioria das suas congéneres europeias.

Alterações climáticas poderão provocar crise financeira mais grave do que a de 2008

O Banco de Compensações Internacionais (BIS) alertou para a necessidade de os bancos centrais “mais proactivos” em preconizar esforços maiores para mitigar as consequências do aquecimento global e das alterações climáticas. “As catástrofes climáticas são mais sérias do que a maioria das crises financeiras sistémicas: podem ameaçar a  humanidade”, frisou a instituição no livro “Cisne Verde: Bancos Centrais e Estabilidade Financeira na Era das Alterações Climáticas”, do Banco de Compensações Internacionais”, que foi hoje publicado.

“Show me the money”

Chegou a hora de analistas ou investidores “exigirem” resultados que justifiquem as avaliações bem ricas com que os títulos negoceiam.
Comentários