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Quem se abstém da DEMOCRACIA não é DEMOCRATA!

Não é hora de guerrilhas partidárias. É tempo de escolha: entre um democrata e um extremista. Por isso, é imperativo, é urgente, que se jogue (vote!) pelo Seguro na segunda volta para as presidenciais!
27 Janeiro 2026, 07h15

Tem sido grande o empenho de tantos por elucidar sobre as consequências de não se votar na DEMOCRACIA no próximo dia 8 de fevereiro. São os democratas deste país que entendem que estas eleições não são o contraponto entre direita e esquerda ou entre socialistas e não socialistas; mas sim entre a moderação e o radicalismo, e entre a DEMOCRACIA e a autocracia que valida um sistema com poder absoluto e ilimitado concentrado numa pessoa, no caso concreto, em Ventura que já assumiu querer um sistema presidencialista para Portugal. Incorremos no risco de uma personalização do poder sem responsabilidade sobre a Constituição da República Portuguesa (CRP), podendo não só incumpri-la como alterá-la – e vale a pena lembrar que a nossa CRP é uma das mais progressistas e humanistas do mundo. E tudo isto colide diretamente com a DEMOCRACIA, assente na vontade do povo e nas liberdades individuais.

Surpreendente é aperceber-me (sobretudo nas redes sociais) que pessoas supostamente democratas (e aqui incluo pessoas do PSD e CDS e mesmo, lamentavelmente, do PCP- mesmo tendo o partido assumido já ao seu apoio oficial a António Seguro) que decidiram ou ponderam optar pela abstenção nas próximas eleições presidenciais. A essas pessoas não tenho pejo em dizê-lo: serão tão cúmplices se o fascismo ganhar, no próximo dia 8, quanto aqueles que votarão em Ventura. É a denominada cumplicidade do silêncio e da ausência de posição (não de partido, que estas não são eleições partidárias!) perante o sistema que queremos que nos governe: DEMOCRATA ou autocrata? Quem se abstém da DEMOCRACIA não é DEMOCRATA! Pessoalmente, não conseguirei perdoar, sobretudo pelas gerações depois de nós, a quem deixar passar o fascismo no nosso país.

Votar na DEMOCRACIA nestas eleições é ter clareza democrática; é ter responsabilidade democrática; é ter maturidade democrática! – e, portanto, há que passar por cima de tacticismos, de partidarismos ou de fundamentalismos ideológicos que se assemelham tão radicais quanto o fascismo.

Temos de pugnar pela alternativa democrática, pela política humanista, e não por uma antecâmera de políticas neofascistas e neoliberais que contrastarão com tantos dos DIREITOS que se conquistaram nos últimos 50 anos: as 8 horas de trabalho, as 35 horas semanais com descanso semanal obrigatório; o direito à greve; a escola pública e gratuita para todos (que ventura quer privatizar); a ação social escolar; a saúde para todos Que Ventura quer privatizar) e o SNS; as licenças de maternidade e paternidade; o voto das Mulheres; a não discriminação de género; legislação contra a violência doméstica; reforço dos direitos das crianças desde a escola obrigatória, à vacinação, proibição do trabalho infantil, entre outros; políticas de proteção para a população idosa; políticas ambientais; e tantas, tantas mais resoluções que nos permitiram viver com mais condignidade, livres e conscientes dos nossos direitos. Mesmo que seja verdade que ainda falte tanto para a plenitude da concretização de tantos desses direitos. Mesmo que tantos governantes nos tenham traído o sonho de uma sociedade mais justa, mais equalitária e verdadeiramente livre.

Relembre-se o que aconteceu no Brasil com a eleição de Bolsonaro; ou nos EUA com a eleição de Trump (entre outros exemplos) em que se deu poder, via voto, a um alinhamento ao fascismo e à autocracia, aliados a discursos de ódio e à negação do conhecimento científico (caso das vacinas ou das alterações climáticas, por exemplo), além do controlo da justiça e de outros sectores fundamentais da sociedade que garantem não só os direitos humanos como a própria DEMOCRACIA, com regras, limites e sobretudo RESPONSABALIDADE.

Que ninguém deixe passar o fascismo, o radicalismo ou o extremismo! Que ninguém se aventure no escrutínio…

Que ninguém seja um analfabeto político! Ou um absentista-  até porque “quem cala consente”.

Não é hora de guerrilhas partidárias. É tempo de escolha: entre um democrata e um extremista.
Por isso, é imperativo, é urgente, que se jogue (vote!) pelo Seguro na segunda volta para as presidenciais!


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