Reino Unido alivia restrições no natal para facilitar reuniões familiares

O primeiro-ministro do Reino Unido vai detalhar na segunda-feira o seu plano para voltar a instaurar um sistema de três níveis de restrições a partir de 02 de dezembro, o término das medidas de confinamento decretadas em Inglaterra a 05 de novembro. O novo plano prevê uma pausa em algumas das limitações de cariz social entre 22 e 28 de dezembro, ainda que isso esteja pendente de um acordo para um calendário semelhante com os restantes países do Reino Unido, devendo Boris Johnson entender-se com os Governos autónomos da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.

Boris Johnson | Twitter

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, vai aliviar as medidas restritivas de combate à pandemia no Natal para facilitar as reuniões familiares, numa altura em que se anuncia um reforço de três mil milhões de libras para o serviço de saúde.

O alívio das restrições foi confirmado por Downing Street, residência oficial do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, adiantou a EFE.

Johnson deve detalhar na segunda-feira o seu plano para voltar a instaurar um sistema de três níveis de restrições a partir de 02 de dezembro, o término das medidas de confinamento decretadas em Inglaterra a 05 de novembro.

O novo plano prevê uma pausa em algumas das limitações de cariz social entre 22 e 28 de dezembro, ainda que isso esteja pendente de um acordo para um calendário semelhante com os restantes países do Reino Unido, devendo Boris Johnson entender-se com os Governos autónomos da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, de acordo com a televisão Sky News, citada pela EFE.

O primeiro-ministro britânico, que permanece em isolamento depois de ter estado em contacto com um deputado que testou positivo para a covid-19, vai explicar como “vão poder ver os seus entes queridos no Natal”, deixando claro que “esta não será uma época festiva normal”, adiantou um porta-voz do executivo.

Fora do período natalício, as restrições nas regiões mais afetadas pela pandemia serão mais duras do que as que tinham sido impostas em outubro em Inglaterra.

“Os esforços de todos durante as atuais restrições a nível nacional ajudaram a ter o vírus sob controlo, diminuir a sua expansão e baixar a pressão sobre o sistema público de saúde”, afirmou o porta-voz governamental, acrescentando, no entanto, que o vírus continua presente e que não aplicar restrições regionais poderia levar a um novo descontrolo da situação antes de as vacinas e os testes em massa fazerem efeito.

Entretanto, o ministro das Finanças britânico, Rishi Sunak, anunciou um reforço suplementar do financiamento do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês) de três mil milhões de libras (3,36 mil milhões de euros) para ajudar o serviço público de saúde a ultrapassar o impacto da pandemia de covid-19, alertando para o “choque económico” que o país atravessa.

Segundo um comunicado divulgado no sábado à noite, citado pela AFP, o ministro das Finanças vai anunciar na próxima semana um financiamento de mais de três mil milhões de libras por um ano para ajudar o NHS a lutar contra o impacto do novo coronavírus.

Um terço da verba será afeta à recuperação dos atrasos em exames e cirurgias não relacionadas com a covid-19.

De acordo com o ministério, o número de pessoas que aguardavam tratamento há mais de um ano passou de 1.500 em fevereiro para 140 mil em setembro.

Centenas de milhões de libras vão ser afetas à saúde mental para “financiar novos serviços para os jovens, recuperar o atraso nos cuidados aos adultos e acelerar o acesso a um apoio psicológico para patologias como a depressão e a ansiedade”, detalhou o comunicado.

Rishi Sunak deve apresentar na próxima semana um vasto plano de despesa para recuperar as finanças nacionais depois da crise de covid-19, entre os quais o financiamento suplementar ao NHS e um investimento de 100 mil milhões de libras em infraestruturas.

Em entrevista ao Sunday Times, hoje publicada, o ministro das Finanças britânico alertou, no entanto, que estas somas avultadas terão de ser pagas, pelo que o país “não pode continuar indefinidamente a gastar a este nível”.

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