Rendas congeladas por cinco anos em Berlim para combater ‘boom’ imobiliário

O acordo entre os sociais-democratas do SPD, os Verdes e o Partido de Esquerda (Die Linke) permitem que o presidente da Câmara de Berlim, Michael Mueller, coloque o plano em vigor já no primeiro trimestre de 2020, após aprovação autárquica.

Os partidos que integram a solução de governo do município de Berlim acordaram congelar as rendas na capital da Alemanha por um período de cinco anos, dando um passo em frente no combate aos elevados crescentes custos das habitações. As autarquias de Amesterdão e Nova Iorque olham agora para Berlim como um exemplo no combate ao boom imobiliário.

O acordo entre os sociais-democratas do SPD, os Verdes e o Partido de Esquerda (Die Linke) permitem que o presidente da Câmara de Berlim, Michael Mueller, coloque o plano em vigor já no primeiro trimestre de 2020, após aprovação da câmara.

A medida agora anunciada pretende aliviar o peso das rendas nos orçamentos familiares, depois de se ter registado que o valor das rendas duplicou nos últimos dez anos. De acordo com a “Bloomberg”, a intervenção política neste tema assusta os investidores imobiliários.

A responsável pelo Desenvolvimento Urbano de Berlim, Katrin Lompscher, já tinha anunciado em junho que até ao final deste ano estaria criada a moldura legal que permitirá a limitação dos preços das rendas. O congelamento vai afetar 1,5 milhões de casas na capital alemã e, para evitar que os senhorios aumentem as rendas antes de a normativa ser implementada, terá efeitos retroativos.

O boom imobiliário e o consequente aumento das rendas tem gerado preocupação na Alemanha. Além de Berlim, Munique atravessa um congelamento de seis anos das rendas.

Estado alemão investe 920 milhões para controlar preço das rendas
Este acordo surge depois de o Estado alemão ter adquirido seis mil casas em Berlim por 920 milhões para controlar preço das rendas. Os imóveis estão localizados, sobretudo, na periferia da capital, em Spandau e Reinickendorf, tendo sido adquiridos à ADO Properties.

A “Bloomberg” dá conta que se tratou da maior transação desta natureza feita na capital alemã, com o objetivo de garantir habitações a preços acessíveis.

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