Rendas das casas em Lisboa subiram 78% desde a crise económica

Rendas de habitação na capital portuguesa desceram no terceiro trimestre de 2019, depois de três anos de subidas ininterruptas. Ciclo de subida foi iniciado em 2013, depois de ter atingido um mínimo.

As rendas das casas subiram 78% desde o seu ponto mais baixo no últimos anos, em 2013, em plena crise económica. Foi a partir deste ano que as rendas iniciaram a sua recuperação, depois do mínimo atingido. Mesmo assim foram necessários mais três anos (2016) para as rendas atingiram níveis de 2010.

Este ciclo de crescimento permitiu que as rendas na capital estejam atualmente mais de 44% acima dos níveis de 2010, apresentando ainda uma recuperação de 78% face ao seu ponto mais baixo, em plena crise (2013)”. indica o IRR.

Depois desta subida de três anos, as rendas das casas em Lisboa desceram 1,4% no terceiro trimestre de 2019 em comparação com o trimestre anterior, descendo pela primeira vez desde 2016. Desde o terceiro trimestre de 2016 que as rendas de habitação na capital portuguesa subiam de forma ininterrupta, tendo mesmo atingido variações trimestrais acima dos 7%.

Desde início de 2018 que o ritmo do crescimento das rendas em Lisboa dava sinais de abrandar, uma tendência que segundo o IRR ficou evidente ao longo do último ano e que “reflete também o comportamento dos preços de venda da habitação na capital”.  No final desse ano, o IRR para Lisboa avançava 2,5% face ao trimestre anterior, mas em 2019 essas variações não chegaram a atingir os 1,0%, fixando-se em 0,9% no primeiro trimestre e em 0,2% no segundo trimestre.

Em termos homólogos, verificou-se também um abrandamento, atingindo os 2,2% no terceiro trimestre de 2019, sendo necessário recuar ao terceiro trimestre de 2014 para encontrar variações homólogas semelhantes (2,6%), numa altura em que o mercado começava a dar os primeiros sinais de recuperação após um período em que acumulou uma descida de 19,3% no valor das rendas contratadas.

“A duração e intensidade do ciclo de subidas das rendas nos últimos três anos já fazia antecipar um abrandamento, que culmina agora na primeira descida em anos. Fica agora por perceber se este comportamento será uma situação isolada ou se terá continuidade. Em espelho do comportamento dos preços, não se consegue antecipar, pois apesar da tendência de suavização da valorização do Índice de Preços Residenciais para Lisboa, os preços continuam a apresentar variações positivas em termos trimestrais, inclusivamente voltando ao patamar dos 3% nos dois últimos trimestres em análise, depois de desceram para 0,7% no início do ano”, afirma Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário.

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