Rendas na área metropolitana de Lisboa chegam a pesar 75% nos bolsos das famílias

A taxa de esforço média na compra de casa própria aumentou para as famílias da Área Metropolitana de Lisboa (AML), para 28%, provocando uma explosão de preços, noticia o “Público” esta segunda-feira, 21 de outubro. Arrendar sai ainda mais caro, com as rendas a levar metade dos rendimentos das famílias.

A taxa de esforço média na compra de casa própria aumentou para as famílias da Área Metropolitana de Lisboa (AML), para 28%, provocando uma explosão de preços, noticia o “Público” esta segunda-feira, 21 de outubro. Arrendar sai ainda mais caro, com as rendas a levar metade dos rendimentos das famílias.

O estudo da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa “Tendências recentes de segregação habitacional na AML, citado pelo jornal, aponta que o acesso ao mercado de habitação se encontrar cada vez mais limitado a um número restrito de zonas menos centrais e, na sua maioria, na margem sul. Facto preocupante para as família cujas rendas representam 50% ou até mesmo 75% dos rendimentos.

Entre 2016 e 2018, a taxa média de esforço para comprar casa na AML passou dos 25% para os 28%. Mas, analisando os municípios, há três onde comprar uma casa representa um esforço ainda maior, nomeadamente na cidade de Lisboa (58%). Em Cascais essa taxa de esforço chega aos 53% e em Oeiras aos 44%.

Entre as 24 freguesias do município de Lisboa, a taxa de esforço média na aquisição de habitação subiu em todas, sendo que há 14 onde esse esforço supera a média do município. A freguesia de Santo António, com uma taxa de esforço média de 91%, está no topo da tabela.

O estudo concluiu anda que arrendar sai ainda mais caro. Na AML, as rendas representam uma taxa de esforço média de 46%. Na cidade de Lisboa, arrendar uma casa própria representa um custo muito maior: 67%. Há 13 freguesias com taxas mais elevadas do que a média do município, sendo que no Parque das Nações observou-se uma taxa de esforço de 99% no final de 2018.

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