Respostas Rápidas: Carlos Costa no ‘centro do furacão’. O que pedem BE e CDS?

“É indiscutível que a exoneração tem de se colocar”, diz o CDS. Bloquistas são mais peremptórios e pedem ao Governo que “exonere o Governador do Banco de Portugal”.

Que argumentos apresenta o CDS para pedir a exoneração do governador do Banco de Portugal?

O deputado e porta-voz do CDS-PP João Almeida considerou que a atividade anterior de administrador da CGD de Carlos Costa “está a arrastar o Banco de Portugal para o centro do debate”, o que considera ser prejudicial para o seu papel de supervisor.

Questionado se o CDS-PP pondera pedir a exoneração de Carlos Costa, como fez hoje o BE, João Almeida respondeu afirmativamente.

“Quando o supervisor tem um governador que pede escusa num dos processos mais importantes que o banco tem para apurar, é indiscutível que a exoneração tem de se colocar”, respondeu.

O que pede o Bloco de Esquerda no que diz respeito a Carlos Costa?

Os bloquistas pedem ao Executivo de António Costa a exoneração do governador do Banco de Portugal (BdP) face à impossibilidade de aferir a sua idoneidade, dado que Carlos Costa escapou à avaliação que o regulador está a fazer a ex-gestores da Caixa Geral de Depósitos (CGD) que participaram em atos de decisão de créditos ruinosos do banco público, resultado em perdas de 1,6 mil milhões de euros, segundo o relatório de auditoria à gestão da Caixa entre 200 e 2015.

“Face ao comprovado envolvimento na Caixa Geral de Depósitos, Carlos Costa não cumpre as condições de escrutínio e isenção para o desempenho das funções de Governador do Banco de Portugal”, defende o BE no projecto de resolução que dará entrada Parlamento nesta segunda-feira, 11 de Fevereiro.

Como é que o BE justifica este pedido de exoneração do governador do Banco de Portugal?

Os bloquistas recomendam ao Governo que “exonere o Governador do Banco de Portugal, Carlos da Silva Costa” na sequência de notícias da revista Sábado que revelou que Carlos Costa esteve em reuniões do conselho de crédito da CGD que aprovaram “sem justificação”, créditos ruinosos da CGD como as operações de Vale do Lobo, e empréstimos a Manuel Fino e Joe Berardo. E também do Jornal Económico, na sexta-feira passada, que revelou que Carlos Costa, apesar de ter sido administrador no banco público entre 2004 e 2006, escapou à avaliação de idoneidade aos ex-gestores da Caixa, num exame que envolve menos de 10 antigos administradores, que está a ser levada a cabo pelo BdP.

Ler mais
Relacionadas

“Governador do Banco de Portugal não pode estar acima de escrutínio”, diz BE. E pede exoneração de Carlos Costa

Bloquistas pedem ao Governo para exonerar o governador do Banco de Portugal por não haver “possibilidade de aferir a sua idoneidade face ao comprovado envolvimento” de Carlos Costa na CGD.

CDS não exclui pedido de exoneração de Carlos Costa

O deputado e porta-voz do CDS-PP João Almeida considerou que a atividade anterior de administrador da CGD de Carlos Costa “está a arrastar o Banco de Portugal para o centro do debate”, o que considera ser prejudicial para o seu papel de supervisor.

PremiumCarlos Costa escapa a exame de idoneidade a ex-gestores da CGD

Supervisor está a avaliar a responsabilidade de ex-gestores da Caixa nas decisões de negócios ruinosos do banco público. Exame exclui o governador do Banco de Portugal, também ele ex-administrador da CGD. Decisão está a gerar polémica.
Recomendadas

CGD relança venda do Banco Caixa Geral no Brasil

O Banco Caixa Geral Brasil vai voltar à praça. O Governo aprovou em Conselho de Ministros o lançamento de um novo concurso de venda.

Sindicatos rejeitam aumentos zero na banca para 2021

“Os sindicatos propuseram uma revisão em 1,5% das tabelas salariais, pensões de reforma e cláusulas de expressão pecuniária, assim como um aumento de 3,1% relativo aos SAMS. Propostas que foram rejeitadas pelo Grupo Negociador das Instituições de Crédito (GNIC), que propôs, em contrapartida, uma atualização de 0% das tabelas salariais e dos SAMS”, dizem os sindicatos.
João Gama Leão Prebuild

Dono da Prebuild investiu no GES com crédito e Salgado disse-lhe que “a família nunca esquece quem a ajuda”

O dono da Prebuild contou o seu percurso profissional desde Angola até Portugal, altura em que foi convidado pelo BES a investir da ESI com dinheiro do BES garantido pelo BESA. Relatou que “o momento alto da sua carreira” foi almoçar com Ricardo Salgado. Concluiu que “a queda do meu grupo é responsabilidade do Novo Banco”, por não ter sido recebido pelo banco em 2014 e com isso ter estrangulado a liquidez do seu grupo.
Comentários