Respostas rápidas: O que causou a derrocada na Praça de Espanha?

Na terça-feira um desabamento nas obras que estão a decorrer na Praça de Espanha acabou por provocar ferimentos ligeiros em quatro pessoas. Saiba o que está em causa.

O que provocou a derrocada na Praça de Espanha na terça-feira?

Vítor Domingues dos Santos, presidente do conselho de administração do Metropolitano de Lisboa explicou que ao estar a ser demolida uma estrutura de mármore, o teto da galeria do metropolitano foi furado, embora ainda não saibamos porquê e com isso danificou o comboio que estava a passar.

Quantas pessoas ficaram feridas no acidente?

O vereador da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Castro, informou que no momento em que se deu o acidente estavam cerca de 300 pessoas dentro da carruagem, das quais resultaram três feridos, mais o segurança, todos eles de gravidade ligeira.

Quanto tempo poderá o túnel ficar encerrado?

Vítor Domingues dos Santos revelou que está a ser feito um trabalho entre a câmara de Lisboa, o Metropolitano e o LNEC para que se possam repor as condições de segurança naquele troço do túnel e para que a circulação possa ser retomada com regularidade.

Em comunicado emitido esta quarta-feira, o Metropolitano de Lisboa informa que a reabertura do troço Laranjeiras/Marquês de Pombal da linha Azul poderá ocorrer durante a próxima sexta feira, dia 2 de outubro, repondo, no mais curto espaço de tempo possível, os níveis de qualidade de serviço de transporte que esta empresa diariamente presta na cidade de Lisboa.

Que trabalhos já foram feitos no túnel após o acidente?

O presidente do conselho de administração do Metropolitano de Lisboa frisou que esta quarta-feira que “o buraco que tínhamos ontem já está tapado e pronto para ter a aprovação do LNEC”. Durante a última madrugada já foi recuperada a eletrificação, a sinalização e as linhas de comunicação de emergência. Toda a limpeza foi efetuada e o comboio retirado.

De quem é a culpa pela derrocada na Praça de Espanha?

Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa assumiu que a derrocada na linha azul do metro na zona da Praça de Espanha é “exclusivamente da responsabilidade de uma obra da Câmara Municipal de Lisboa”. O presidente da CML, referiu que a obra que “se realiza à superfície e que num erro grosseiro fez uma perfuração indevida relativamente ao túnel do metro”.

O autarca aproveitou para salientar que já foi instaurado um inquérito e pedido ao Bastonário da Ordem dos Engenheiro para designar um especialista, para liderar uma comissão, para rapidamente definir exatamente o sítio da responsabilidade: “se ao nível da concessão do projeto, se ao nível da execução do projeto, da fiscalização ou de uma combinação destes fatores para sabermos exatamente o que correu mal”.

Que alternativas de transporte podem os cidadãos utilizar enquanto o túnel não reabre?

A Carris anunciou na terça-feira que reforçou o serviço dos autocarros “746”, que percorre a zona do Marquês de Pombal até Sete Rios, tendo prolongado o funcionamento noturno até à 1h00, bem como o “726”, que faz o percurso do Arco do Cego – Sete Rios – Pontinha.

O presidente da empresa, Tiago Lopes Faria referiu esta quarta-feira que a Carris vai estar atenta para que se for necessário “fazermos mais reforços de uma forma progressiva e acompanhando o que está a acontecer na cidade de Lisboa”.

Já o Metropolitano de Lisboa prevê continuar a circular entre a Reboleira e as Laranjeiras e entre Marquês de Pombal e Santa Apolónia, sendo que as restantes linhas (verde, vermelha e amarela) continuam a funcionar sem qualquer constrangimento.

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