Retórica violenta no Facebook está a aumentar desde a invasão ao Capitólio, alerta rede social

Sinais identificados pelo Facebook incluem panfletos digitais a promover os eventos, alguns deles chegam mesmo a fazer apelos às armas ou possuem insígnias de milícias ou grupos de ódio.

O Facebook tem registado um aumento nos sinais que indicam possíveis atos futuros de violência associados aos esforços para contestar o resultado da eleição presidencial dos EUA desde a invasão ao Capitólio na semana passada, disse uma porta-voz da rede social à “Reuters”.

O porta-voz, que pediu para não ser identificado por razões de segurança, disse na terça-feira, dia 12 de janeiro, que o ataque ao Capitólio dos EUA por manifestantes armados pró-Trump funcionou como um evento “estimulante”, que está a gerar esforços no sentido de organizar encontros em todo o país para várias datas em torno da tomada de posse do novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, a 20 de janeiro.

Os sinais identificados pelo Facebook incluem panfletos digitais a promover os eventos, alguns deles chegam mesmo a fazer apelos às armas ou possuem insígnias de milícias ou grupos de ódio, disse a porta-voz. O FBI também alertou sobre os protestos armados que estão a ser planeados para Washington e todas as 50 capitais dos Estados Unidos antes da posse. A porta-voz do Facebook disse que o ritmo da troca de informações da empresa com as autoridades policiais também aumentou desde a invasão ao Capitólio.

A retórica violenta nas plataformas online já tinha aumentado nas semanas antes da invasão ao Capitólio, quando grupos de direita planearam o ataque, em grande parte à vista do público, de acordo com investigadores e publicações disponíveis para qualquer utilizador da rede social.

Após os distúrbios, as empresas de tecnologia tomaram medidas sem precedentes para reprimir as alegações, infundadas, de fraude eleitoral. Twitter e Facebook bloquearam as contas de Trump, enquanto a Amazon Web Services e as principais lojas de aplicações móveis cortaram a rede social “Parler”.

Na segunda-feira, dia 11 de janeiro, o Facebook proibiu conteúdos que promovessem a frase “parem de roubar”, que se tornou um grito de guerra em protestos armados pró-Trump. A empresa também bloqueou as pesquisas por “storm the Capitol” (invasão ao capitólio), sinalizando publicações que incluem essas frases para análise posterior, disse a porta-voz, citada pela “Reuters”.

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