Revolut ultrapassa um milhão de clientes na Península Ibérica. Em Portugal há meio milhão

Em Portugal são já mais de 500 mil os clientes, enquanto em Espanha o valor já ultrapassou os 600 mil utilizadores.

A fintech Revolut anunciou que já ultrapassou um milhão de clientes na Península Ibérica. Sendo que Portugal tem já mais de meio milhão de utilizadores.

A plataforma financeira com mais de 12 milhões de utilizadores na Europa e Reino Unido, diz que a idade média dos utilizadores ibéricos ronda os 36 anos.

A faixa etária na qual a Revolut tem maior sucesso é a dos 27-28 anos, mas existem também dezenas de utilizadores ativos com até 90 anos.

Já a distribuição geográfica dá prevalência a centros urbanos como Lisboa, Porto, Braga ou Coimbra. Já em Espanha, os clientes Revolut vivem, essencialmente, em Madrid, Barcelona, Valência, Sevilha, Saragoça, Málaga e Alicante.

“Os números parecem indicar que a Revolut tem uma maior penetração em Portugal”, diz a Revolut.  Isto porque, segundo dados da Pordata, relativos a 2018, Portugal tem uma população residente em idade ativa (e assim elegível para deter uma conta Revolut), de 6,6 milhões. Já em Espanha, este número é cerca de cinco vezes superior, com mais de 30,8 milhões de população entre os 18 e os 64 anos.

No entanto a diferença no número de utilizadores não reflete estes dados compras online com tendência crescente.  Ao longo do último ano, entre maio de 2019 e maio de 2020, os Portugueses fizeram mais de 2,9 milhões de operações em e-commerce. No país vizinho este número atingiu os 3,7 milhões de operações.

A pandemia de Covid-19 promoveu mesmo um incremento no comércio eletrónico em ambos os países. Em Portugal, entre maio e dezembro de 2019, registaram-se mais de 1,5 milhões de operações, enquanto que em 2020, só nos primeiros cinco meses do ano, o número ascendeu a 1,4 milhões. No país vizinho o cenário foi semelhante, com os clientes Revolut a utilizar os seus cartões para compras online mais de 1,9 milhões de vezes em 2019, e nos primeiros
meses de 2020 a fazer mais de 1,7 milhões de operações.

Os portugueses fizeram mais de 10 milhões de operações em terminais físicos, independentemente do facto de existir uma rede doméstica de pagamentos (a rede Multibanco), que limita a utilização dos cartões Revolut a terminais com acordos internacionais (Visa ou Mastercard). Já os Espanhóis, puxaram dos seus cartões Revolut em terminais de
pagamento automático mais de 16 milhões de vezes ao longo do último ano.

Gastos por categoria
As Compras (shopping), os Restaurantes e as Viagens são as categorias nas quais os Portugueses gastaram mais dinheiro no último ano, com os seus cartões Revolut. O valor ascende a 160 milhões de euros. As compras de mercearia ou supermercados também é uma das categorias com maiores gastos.

Já em Espanha, a tendência é a mesma, com o top 3 ocupado pelos mesmos segmentos, mas totalizando um volume superior a 230 milhões de euros.

Os Portugueses levantaram dinheiro mais de 80 mil vezes, enquanto os espanhóis repetiram esta operação cerca de 130 mil vezes.

A pandemia global que também afetou Portugal impactou, também, os índices de confiança no que se refere à poupança. Segundo dados da Pordata, em 2018, a taxa de poupança das famílias portuguesas não ia além dos 7%.

Já segundo dados do INE, os portugueses consideravam ser pouco possível amealhar no presente, mas essa hipótese já é encarada de forma mais positiva para um futuro próximo. Também segundo o Instituto Nacional de Estatística, as expectativas em relação à evolução futura da poupança aumentou em maio, após ter diminuído nos três
meses anteriores, tendo em abril registado a maior redução da série.

Mas no último ano, os portugueses conseguiram colocar de lado mais de 13 milhões de euros, através dos Cofres Revolut. Os espanhóis amealharam cerca de 20 milhões de euros.

Ler mais
Recomendadas

Novo Banco diz que “não vende imóveis com desconto”, pois vendeu ao preço de mercado

“A diferença quanto ao valor de avaliação no balanço dos imóveis não é um desconto, é o efeito da diferença entre o preço de mercado e o valor de avaliações que seguem o método de custo ou que assumem diferentes estimativas de capacidade construtiva”, explica o banco liderado por António Ramalho.

Horta Osório não exclui voltar a Portugal nem possibilidade de trabalhar noutro sector que não bancário

Ao fim de 15 anos a liderar o banco britânico Lloyds, o gestor bancário admite considerar regressar a Portugal mas adverte que não irá desempenhar, obrigatoriamente, funções no setor da banca.

Ricardo Salgado vai ser acusado de liderar organização criminosa dentro do BES

O Ministério Público prepara-se para revelar o despacho de acusação do caso BES até dia 15. A investigação leva o MP a considerar a existência de uma organização criminosa liderada por Ricardo Salgado
Comentários