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Ricardo Salgado quer evitar julgamento na Operação Marquês com dinheiro congelado

Num requerimento ao juiz Carlos Alexandre, o ex-presidente do BES pede a revogação das cauções que prestou em 2015.
Manuel de Almeida/Lusa
8 Agosto 2021, 10h27

O ex-banqueiro Ricardo Salgado quer escapar a julgamento na Operação Marquês e sugere pagar os 10,7 milhões de euros que o Ministério Público diz que desviou do Grupo Espírito Santo (GES), avança a edição deste domingo do “Correio da Manhã” (CM).

O antigo presidente do Banco Espírito Santo (BES) foi pronunciado pelo juiz de instrução Ivo Rosa por três crimes de abuso de confiança. O início do seu julgamento arrancou a 6 de julho no Tribunal Central Criminal de Lisboa, com a audição de Machado da Cruz, contabilista do BES entre 2004 e 2014, como primeira testemunha.

Segundo o CM, Ricardo Salgado não tem dinheiro disponível para restituir os 10,7 milhões de euros, mas tem outra solução: utilizar o seu património (valor arrestado pela Justiça na pensão – 1,5 milhões de euros) contas bancárias na Suíça (8,5 milhões de euros), bens móveis (726 mil euros) e cauções já prestadas.

O matutino do grupo Cofina refere que, num requerimento ao juiz Carlos Alexandre, o ex-presidente do BES pede a revogação das cauções que prestou em 2015. “Os bens arrestados excedem, em muito, o valor de 10,7 milhões de euros”, aponta a defesa de Ricardo Salgado, que abrange os advogados Francisco Proença de Carvalho e Adriano Squilacce.


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