Riqueza aumenta esperança de vida saudável em nove anos

Os resultados mostram que, aos 50 anos, os homens com maior folga financeira ainda podiam viver 31 anos adicionais de forma saudável, em comparação com os 23 anos para os grupos mais pobres.

No início do ano passado, foi divulgado que o fosso entre os mais ricos e os mais pobres era cada vez maior, sendo que os 26 cidadãos mais ricos do mundo detinham tanta fortuna como os 3,8 mil milhões de pessoas mais pobres. Agora, de acordo com um estudo conduzido pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido durante 10 anos, ser rico aumenta a esperança de vida saudável em nove anos, noticia o ‘The Guardian’.

Estes nove anos a mais são, então, vividos sem deficiências e dor, aponta a pesquisa dos dois países. O estudo analisou todos os fatores sociais e económicos para perceber por que razão a saúde da pessoas declina rapidamente à medida que envelhecem. “Descobrimos que as desigualdades socioeconómicas na expectativa de vida sem incapacidades eram semelhantes em todas as idades em Inglaterra e nos EUA, embora a maior vantagem socioeconómica dos dois países e de todas as faixas etárias era a riqueza”, assumiu Paola Zaninotto, responsável pelo estudo.

Foram recolhidos dados de cerca de 10.754 adultos ingleses com mais de 50 anos e 14.803 adultos norte-americanos com mais de 50 anos. O estudo descobriu que a qualidade de vida é crucial à medida que envelhecemos para determinar a saúde, embora a esperança média de vida seja um indicador útil para a saúde.

“Ao medir a esperança de vida saudável podemos obter uma estimativa do número de anos de vida, que sejam passados em estados favoráveis de saúde e sem deficiência”, explicou Zaninotto. “Sabemos que melhorar a qualidade e a quantidade de anos que os indivíduos devem viver tem implicações nos gastos públicos em saúde, rendas, cuidados prolongados de idosos e participação no trabalho, mas os nossos resultados sugerem que os políticos de Inglaterra e dos EUA devem fazer maiores esforços para reduzir as desigualdades na saúde”, acrescentou a investigadora.

Os resultados mostram que, aos 50 anos, os homens com maior folga financeira ainda podiam viver 31 anos adicionais de forma saudável, em comparação com os 23 anos para os grupos mais pobres. Por sua vez, as mulheres dos grupos mais ricos podem viver mais 33 anos de forma saudável, em comparação com os 24,6 anos dos grupos mais pobres.

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