Rotas do Fogo. Há um catálogo com as frutas produzidas na ilha cabo-verdiana

O projeto Rotas do Fogo, cofinanciado pela União Europeia e implementado pelas organizações não-governamentais COSPE e CERAI, elaborou um catálogo com a listagem de mais de uma centena de frutas produzidas na ilha do Fogo, em Cabo Verde.

O projeto Rotas do Fogo, co-financiado pela União Europeia e implementado pelas organizações não-governamentais (ONG) COSPE e CERAI, elaborou um catálogo com a listagem de mais de uma centena de frutas produzidas na ilha do Fogo.

A elaboração do catálogo, uma das muitas atividades desenvolvidas pelo projeto Rotas do Fogo, encerrado oficialmente a 19 de Março, após três anos da sua execução, tem objetivo abrir uma janela de conhecimento para os consumidores, gerar novas oportunidades para os operadores económicos e fazer da agro-diversidade um dos atrativos que a ilha oferece a um incipiente sector turístico, refere a parte introdutória do catálogo.

O catálogo ilustrado com fotografias, legenda/descrição de todas as frutas e o local da sua produção, é da autoria de Alberto Sentís Rodriguez, do Centro de Estudos Rurais e Agricultura Internacional  (CERAI).

“O Catálogo de Frutas da Ilha do Fogo é uma viagem pela diversidade e pelo património agrícola e cultural de um território escasso, que soube aproveitar os seus recursos para desenvolver uma economia rural de excelência quando falamos do café ou do sector vitivinícola, mas que esconde outros tesouros por vezes pouco explorados”, lê-se na parte introdutória do documento.

De acordo com a mesma fonte, desenvolvimento da fruticultura iniciou-se nos “primórdios do descobrimento e povoamento” da ilha e continua até aos dias de hoje, com o esforço de produtores, técnicos e extensionistas ao longo dos anos e que tem contribuído para a adaptação, conservação e propagação de frutas provenientes de todos os cantos do planeta.

A altitude reflectida na presença imponente do vulcão e a influência dos ventos alísios deram origem à existência de inúmeros microclimas que fizeram da ilha do Fogo um local privilegiado, de enormes contrastes e que permite a coexistência de inúmeras espécies de árvores de fruto, refere ainda o documento.

Posteriormente, o sol e a fertilidade dos seus solos vulcânicos dotaram estes frutos de sabores intensos e diferenciados que “nos introduzem numa viagem exótica pelos cinco sentidos”.

O projeto imprimiu alguns exemplares do catálogo, menos de uma centena, mas o documento pode ser obtido através do formato PDF junto das ONG responsáveis pela sua elaboração.

O projeto Rotas do Fogo tinha como principal objetivo melhorar as condições socioeconómicas e de proteção agroambiental nas zonas rurais da ilha do Fogo, promovendo o turismo rural através da difusão do modelo do agroturismo e da melhoria da qualidade dos serviços prestados pelas associações e produtores locais, entre agricultores e criadores, fortalecendo as habilidades e oportunidades de todos os atores envolvidos no turismo rural.

A proteção ambiental nas áreas rurais da ilha é um resultado direto do desenvolvimento do modelo de turismo sustentável, que contribui para a melhoria da sua conservação ajudando a restaurar um ambiente protegido, a partir do qual as comunidades locais podem maximizar os benefícios ambientais, sociais e económicos através da promoção de um sector que integre atividades ambientais e agrícolas no turismo.

Representa uma forma de integração de renda para os agricultores e criadores permitindo uma maior resiliência e redução do abandono da terra, assim como o fortalecimento da sociedade civil na cadeia do turismo rural, através da introdução do ecoturismo como estratégia de desenvolvimento local e como prática demonstrativa de sucesso do binómio agricultura/turismo.

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