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Rússia: Medvedev diz que Tomahawks na Ucrânia podem mudar cenário da guerra

Ex-presidente volta a assumir a função de ‘profeta da desgraça’ na guerra da Ucrânia e alega que a utilização daqueles mísseis pode desencadear um combate nuclear.
Deputy chairman of the Russian Security Council Dmitry Medvedev speaks during a meeting with members of the Security Council in Moscow on February 21, 2022. – Russian President Vladimir Putin said on February 21, 2022, he would make a decision “today” on recognising the independence of east Ukraine’s rebel republics, after Russia’s top officials made impassioned speeches in favour of the move. (Photo by Alexey NIKOLSKY / Sputnik / AFP)
13 Outubro 2025, 12h09

O ex-presidente russo Dmitry Medvedev disse esta segunda-feira que o fornecimento de mísseis Tomahawk dos Estados Unidos para a Ucrânia pode acabar mal para todos, especialmente para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Medvedev, que tem protagonizado as mais polémicas declarações sobre a guerra na Ucrânia sempre incitando a sua escalada, disse que é impossível distinguir entre mísseis Tomahawk carregando ogivas nucleares ou convencionais depois de lançados – um ponto que o porta-voz do presidente Vladimir Putin também levantou.

“Como deve a Rússia responder exatamente!?” escreveu Medvedev nas redes sociais, parecendo sugerir que a resposta de Moscovo seria nuclear. Trump afirmou novamente no domingo que pode fornecer mísseis Tomahawk de longo alcance que poderiam ser usados por Kiev se Putin não acabar com a guerra na Ucrânia. “Sim, eu posso dizer a Putin, se a guerra não for resolvida, podemos muito bem fazê-lo”, disse Trump. “Querem ter Tomahawks a ir na sua direção? Acho que não.”

Medvedev escreveu: “Só podemos esperar que esta seja outra ameaça vazia… Como enviar submarinos nucleares para mais perto da Rússia”, aludindo à declaração de Trump em agosto de que ordenou que dois submarinos nucleares se aproximassem da Rússia em resposta ao que chamou de comentários “altamente provocador” de Medvedev sobre o risco de guerra. Os submarinos, veio depois a ser esclarecido, eram de propulsão nuclear, não estando armados com ogivas nucleares.

Putin disse que fornecer Tomahawks à Ucrânia – que têm um alcance de 2.500 km e, portanto, poderiam atacar qualquer lugar na Rússia europeia, incluindo Moscovo – destruiria as relações entre os Estados Unidos e a Rússia. Do seu lado, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a Ucrânia só usaria mísseis Tomahawk para fins militares e não atacaria civis na Rússia, caso os Estados Unidos os fornecessem – algo que, depois de lançados, será com certeza difícil de assegurar.


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