Rússia: ‘Titanic nuclear’ começou viagem de seis mil quilómetros

A central flutuante ganhou o nome de ‘Titanic nuclear’ ou de ‘Chernobyl sobre o gelo’ pelos ambientalistas.

DR Nicolai Gontar / Greenpeace / Reuters

Já tinham considerado a central nuclear flutuante russa como o ‘Titanic nuclear’ ou ‘Chernobyl sobre o gelo’, mas isso não demoveu o Governo russo de avançar com o projeto. A central Akademik Lomonosov iniciou hoje, 23 de agosto, a sua viagem de 6.500 quilómetros para Pevek, no nordeste da Rússia, noticia a ‘Bloomberg’.

O pressuposto deste projeto é que os dois reatores presentes na central abasteçam a região de Pevek com energia elétrica. No entanto, apesar de ter iniciado viagem esta sexta-feira, a transferência da central levantou preocupações devido ao recente acidente militar que aumentou a radiação.

A Greenpeace já apelidou a plataforma de “Titanic nuclear” ou de “Chernobil sobre o gelo”, devido às questões ambientais que este tipo de central levanta.

Ao todo, um conjunto de três rebocadores estão a realizar a transferência da central para que esta possa gerar energia numa região remota, rica em minério, mais próxima do Alasca do que da Europa.

A central foi construída pela empresa russa Rosatom, que tem como objetivo vender centrais nucleares flutuantes a outros países, no futuro. A companhia afirmou que está em conversações para construir uma central semelhante para o Sudão. Devido às críticas de um possível desastre, a empresa garante que “a energia nuclear é a única fonte de energia de baixo carbono disponível na região do Ártico”, sendo que “nem a energia solar, nem o vento podem garantir o fornecimento ininterrupto de eletricidade na noite polar”.

A central Akademik Lomonosov está equipada com dois reatores, sendo que cada um tem capacidade para 35 megawatts. Este valor consegue gerar eletricidade suficiente para alimentar uma cidade de 100 mil habitantes. A central flutuante deverá substituir a central de pequena escala de Chaun-Bilibino.

 

Central nuclear flutuante russa prepara-se para navegar mais de 6 mil quilómetros

Ler mais
Relacionadas

Central nuclear flutuante russa prepara-se para navegar mais de 6 mil quilómetros

A nova central é apelidada de ‘Titanic nuclear’ ou de ‘Chernobyl sobre o gelo’ pelos ambientalistas. A Rússia quer vender a outros países as centrais nucleares flutuantes.
Recomendadas

‘Flexworking’, os escritórios do futuro já chegaram

Sendo possível, não podemos fugir ao teletrabalho. Mas também é altamente improvável que a cultura do contacto interpessoal nas companhias e junto de clientes e parceiros simplesmente se desvaneça com a pandemia. Uma uma solução do tipo ‘flexworking’ é o caminho.

Huawei já investiu mais de mil milhões de dólares em I&D na Europa, recorda ‘chairman’

Num discurso online na Web Summit, Liung Hua vincou que a Europa precisa de apostar em tecnologias como o 5G para impulsionar a inovação na indústria e para o benefício dos cidadãos. Numa altura em que as autoridades americanas questionam a segurança do equipamento da empresa, o ‘chairman’ alertou que são precisos “a padronização, a governança a proteção de privacidade e mecanismos de confiança transparentes”.

Que caminho para o hidrogénio? Shell e Schneider debateram futuro da energia na Web Summit

Ambas as empresas acreditam em apresentar aos seus clientes o maior número de opções quanto à energia que podem utilizar. No entanto, para a Schneider, o hidrogénio não tem valor económico e o futuro “será mais elétrico e a eletricidade será produzida e consumida de forma descarbonizada e descentralizada”.
Comentários