Joaquim Miranda Sarmento assume que o Governo quer aumentar os salários dos portugueses, mas que apesar do bom económico que o país atravessa, esse desejo só é possível com mais produtividade. Em declarações à imprensa no final da reunião da Ecofin em Bruxelas, o ministro das Finanças referiu que “o objetivo é atingir os 1.100 euros até ao final da legislatura, isto é, até 2029”.
Como tal, o ministro não se compromete com uma subida do salário mínimo para os 1.600 euros, como defendeu o primeiro-ministro, Luís Montenegro. “A meta é a que está no programa eleitoral e no programa do Governo”, salientou, acrescentando que “seria especular”, sobre um eventual prazo para o salário mínimo subir para os 1.600 euros.
Miranda Sarmento destacou que quanto maior for a produtividade e o crescimento económico, maiores serão os salários, até porque salientou “não há outra fórmula de fazer crescer os salários e para isso são necessárias reformas estruturais. A nossa ambição é colocar os salários cada vez mais altos”, afirmou.
O ministro das Finanças defende que o Governo quer continuar a governar para lá de 2029, e por isso qualquer Executivo só se pode comprometer naquilo que são os limites da sua legislatura.
“A principal mensagem é de que estamos num bom momento económico, é nestes momentos que se fazem as mudanças e as reformas estruturais e sem mais produtividade não é possível ter melhores salários”, sublinhou.
Luís Montenegro reafirmou na quarta-feira, 10 de dezembro, que a meta dos 1.600 euros de salário mínimo nacional é “realista” e será calendarizado quando houver “alicerces para isso”.
Este valor foi suscitado pelo próprio primeiro-ministro no fim de semana quando afirmou que a reforma laboral poderá permitir que o país alcance esse patamar salarial.
A CGTP viu nestas declarações um ato “desesperado” e “um insulto” aos 2,5 milhões de trabalhadores com menos de 1.000 euros. “Acho lamentável um primeiro-ministro vir com uma mentira destas descaradamente”, afirmou Jaime Santos. presidente do Sindicato Independente dos Trabalhadores dos Organismos Públicos e Apoio Social (SITOPAS).
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