Santana Lopes recusa comentar crise no PSD mas quer centro-direita forte para coligações pós-eleitorais

Santana Lopes defende que é necessário que os partidos de centro-direita estejam “na sua força máxima” para que se possa substituir a frente de esquerda e do Governo de António Costa, abrindo a porta a possíveis coligações depois das eleições legislativas.

O presidente da Aliança, Pedro Santana Lopes, que se candidatou às últimas eleições diretas no Partido Social Democrata (PSD), recusou esta sexta-feira comentar a crise política do PSD. Santana Lopes defende que é necessário que os partidos de centro-direita estejam “na sua força máxima” para que se possa substituir a frente de esquerda e do Governo de António Costa, abrindo a porta a possíveis coligações depois das eleições legislativas.

“É importante o contributo das forças políticas do centro-direita para que possa ser tomado um caminho que deve levar à substituição da frente de esquerda e do Governo de António Costa. Para isso, todas as forças políticas devem estar bem e na sua força máxima, incluindo nós [Aliança] que estamos a crescer”, afirmou Pedro Santana Lopes, à margem de a 1.ª Conferência da Europa e da Liberdade, promovido pelo Movimento Europa e Liberdade.

Questionado sobre a crise interna instalada no PSD, após o anúncio da candidatura do antigo líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, à presidência, Santana Lopes disse apenas que “não posso, não devo e não quero falar sobre o que se passa nos outros partidos”. “A Aliança não existe por causa de outro partido estar melhor ou pior. A Aliança é um projeto com causas muito próprias e que não se confunde com os outros, nomeadamente na política europeia, na saúde e segurança social”, sublinhou.

Santana Lopes reafirmou ainda a vontade de que a Aliança seja uma força política “importante para a construção de soluções na próxima legislatura”. “Estão a nascer novas realidades políticas e há uns já existentes e que já foram anunciados. A Aliança já está constituída e estamos a trabalhar para ser possível um projeto alternativo à política de frente esquerda e ao Governo de António Costa”, explicou, acrescentando que não põe de parte a possibilidade de se vir a coligar com outros partidos do centro-direita, após as legislativas marcadas para dia 6 de outubro.

“Até lá, vamos lutar, nas europeias e nas legislativas, por consolidarmos a nossa posição para depois podemos contribuir com as propostas que consideramos serem as melhores”, afirmou Santana Lopes. “A formação deste Governo marcou um tempo novo no sistema político em Portugal. Ou há mais do que 115 deputados à esquerda ou mais de 115 à direita. Para substituir a frente de esquerda é preciso que os partidos do espaço político, os tradicionais e os novos sejam mais do que 115 deputados”.

O líder da Aliança sublinhou ainda a necessidade de medidas, sobretudo, no que toca ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). “É uma ironia que tenha sido a frente de esquerda e o Governo de António Costa a porem o SNS nesta situação, que penaliza mais aqueles que menos têm para aceder aos melhores hospitais. Isto é uma anedota trágica. Temos ouvido nesta agenda eleitoral frenética, o anúncio de milhões e milhões de euros e falta dinheiro para pôr a funcionar alguns dos níveis mais básicos do SNS”.

“Já não se lembram do que disseram de Passos Coelho de que ia além da troika. Então, eles vão além de quem? Só para Mário Centeno ter a presidência do Eurogrupo? E os portugueses, nomeadamente os mais desfavorecidos?”, questionou o antigo social-democrata.

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