O governo são-tomense e o grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) assinaram, à margem do Fórum de Investimento São Tomé e Príncipe 2040, três novos acordos de financiamento num montante total de 18 milhões de dólares.
Direcionados para as áreas da energia, agricultura e segurança integrada da água, energia e alimentos, as dotações reforçam alguns mecanismos já em curso, nomeadamente o Programa de Sustentabilidade Fiscal e Resiliência – Financiamento Suplementar (FSERP-SF), que tem a transição energética entre os eixos de atuação.
“O primeiro acordo disponibiliza 7,5 milhões de dólares para a terceira fase do Programa de Sustentabilidade Fiscal e Resiliência – Financiamento Suplementar (FSERP-SF) – parte de uma operação de apoio orçamental, lançada em dezembro de 2023. Isto eleva o valor acumulado para 20 milhões de dólares a serem desembolsados diretamente no orçamento nacional”, lê-se numa nota do BAD.
O segundo acordo diz respeito ao Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), nomeadamente o Projeto de Gestão de Extremos Climáticos para a Resiliência da Agricultura e da Pesca (PRIASA III), tendo um investimento total de 18,9 milhões de dólares, dos quais 10 milhões são do BAD e 8,9 milhões de dólares do GEF. “O objetivo é fortalecer as cadeias de valor da agricultura e da pesca, ao mesmo tempo que se implantam tecnologias resilientes ao clima para proteger os meios de subsistência contra secas, inundações e escassez de água”, lê-se na mesma nota.
Quanto ao terceiro acordo, estão em causa 1,4 milhões de dólares no âmbito de um Fundo de Preparação de Projetos (PPF) para o Nexo Água-Energia-Segurança Alimentar no quadro da iniciativa NEW-ERA.
“À medida que São Tomé e Príncipe apresenta à comunidade global o seu Plano Nacional de Desenvolvimento e aborda investidores para impulsionar o seu setor privado, estes três acordos de financiamento são um sinal claro de que o Banco Africano de Desenvolvimento apoia o país como fornecedor de capital paciente e mitigação de riscos”, comentou o representante do BAD para Angola e São Tomé e Príncipe, Pietro Toigo, citado em comunicado.
Até ao dia 30 de novembro deste ano, a carteira ativa do Grupo BAD no país ascendia a 89,4 milhões de dólares, canalizados para 12 instrumentos de financiamento, com uma idade média de 4,2 anos e uma taxa de desembolso de 49,5%. A sua distribuição setorial é liderada pela agricultura (43%), seguida por operações multissetoriais (23%), finanças (17%), energia (15%) e água (2%).
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