Sara Cerdas defende venda do destino Porto Santo durante todo o ano

A eurodeputada referiu que o Porto Santo tem reunidas todas as condições para ser um destino de excelência ao nível do turismo sustentável, um nicho de mercado que considera não estar a ser explorado.

Sara CERDAS in the EP in Brussels

Terminou na passada segunda-feira a segunda edição do Roteiro Geração Madeira, que decorreu no Porto Santo com foco na temática “Turismo, Mobilidade e Agricultura”, iniciativa da eurodeputada Sara Cerdas e que contou com a participação dos deputados regionais Miguel Brito, Sílvia Silva e Sérgio Gonçalves, onde defendeu a venda do destino Porto Santo durante todo o ano.

Para a eurodeputada, a escolha do Porto Santo para o segundo roteiro, no mês de dezembro, recaiu sobre a necessidade de alertar que o Porto Santo pode ser um destino de visita durante todo o ano, assim como compreender no terreno quais os principais problemas e condicionantes que estão associados a este destino.

“É evidente que economia da Madeira e do Porto Santo encontra-se dependente do setor dos serviços e do turismo. Por outro lado, e ao contrário da Madeira, o Porto Santo verifica uma maior sazonalidade, que, sem dúvida, constatamos nesta visita em pleno mês de dezembro. Verificamos que, apesar da temperatura amena, das excelentes condições hoteleiras e de algum comércio aberto, o Porto Santo está praticamente deserto”, constatou.

Sara Cerdas apontou ainda que “devido ao reduzido número de voos diretos e opções nos horários dos transportes marítimos, especialmente no inverno, assistimos a uma dupla insularidade que condiciona toda a sua mobilidade, seja para os residentes, para os turistas e para as empresas, criando alguns obstáculos ao seu desenvolvimento”.

Neste sentido, a eurodeputada alertou que é necessário garantir a continuidade territorial, em especial entre a Madeira e o Porto Santo, visando minimizar as desigualdades da insularidade e ultraperiferia relativamente às ligações marítimas inter-ilhas.

Sara Cerdas referiu que o Porto Santo tem reunidas todas as condições para ser um destino de excelência ao nível do turismo sustentável, um nicho de mercado que considera não estar a ser explorado.

“É importante criar notoriedade à marca Porto Santo, vendê-la como um destino para todo o ano, não como um destino de férias no verão. O Governo Regional deve vender a marca Porto Santo nos diferentes Estados-Membros para o período de inverno, de maneira a combater a sazonalidade e desta maneira dinamizar a economia local”, salientou.

A eurodeputada frisou que atualmente, no Parlamento Europeu, a Comissão de Transportes e Turismo está empenhada em promover o turismo sustentável, de maneira a que este setor possa também contribuir para os objetivos da neutralidade carbónica.

Desta forma, considerou que “o Porto Santo pode e deve desenvolver um trabalho articulado com as diferentes estâncias regionais, nacionais e europeias, no sentido de ser um exemplo. Durante este roteiro, vimos projetos que têm provas dadas na área da sustentabilidade. Porém, é preciso fazer mais e capacitar as empresas nesse sentido”.

Durante a segunda feira, a eurodeputada, acompanhada pelos deputados regionais Miguel Brito, Sílvia Silva e Sérgio Gonçalves, visitou diferentes projetos financiados pela União Europeia relacionados com o turismo, sustentabilidade ambiental, agricultura e produção e consumo de produtos locais. Durante as visitas, ficou patente a importância de uma aposta contínua na capitalização dos fundos para o desenvolvimento do Porto Santo, nas mais diversas áreas, assim como de uma estratégia a longo prazo.

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