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Setor farmacêutico regista quedas fortes em bolsa antes de tarifas recíprocas

Trump vai dar a conhecer esta quarta-feira novas tarifas às importações, que ameaçam fazer escalar a guerra comercial em curso. Os mercados receiam que a indústria farmacêutica seja uma das mais penalizadas e as cotações ressentem-se, em particular no caso da Bayer, que cai mais de 4%.
Bayer, Alemanha
2 Abril 2025, 14h34

A expetativa pelas novas tarifas comerciais dos EUA está a penalizar o setor farmacêutico, que regista desvalorizações significativas nas bolsas europeias.

Em causa está o aproximar de novas tarifas que vão ser implementadas pela administração liderada por Donald Trump. A possibilidade de as tarifas que vão ser anunciadas após o encerramento de Wall Street castigarem de forma severa as empresas que importam para os EUA está a levantar receios no âmbito daquela indústria.

De resto, esta tem sido uma tendência notória nos mercados ao longo das últimas semanas, não apenas no setor farmacêutico. As cotadas da indústria automóvel, por exemplo, registaram descidas expressivas nas bolsas europeias em março.

Entre as principais perdas, sobressai a alemã Bayer, que está cotada na bolsa de Frankfurt e desvaloriza, por esta altura, 4,08%. Seguem-se decréscimos nas ações da GSK (3,2%), Sanofi (2,55%), Novo Nordisk (2,32%), AstraZeneca (2,21%), Roche (2,2%) y Novartis (1,12%).

Recorde-se que os dados do Eurostat para o ano de 2023 indicam um superavit dos Estados-membros da EU face aos Estados Unidos na ordem de 45 mil milhões de euros, no que diz respeito ao comércio internacional. Essas transações estão agora em jogo, no contexto da entrada em vigor de novas tarifas.

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